InícioNacionalSociedadeCorpos de cidadãos mortos vítimas de xenofobia transladados para Gaza

Corpos de cidadãos mortos vítimas de xenofobia transladados para Gaza

Resumo

Seis corpos de cidadãos moçambicanos vítimas de ataques xenófobos na África do Sul foram transladados para Moçambique, provenientes da província de Gaza, com os respetivos enterros já realizados. Cerca de 500 moçambicanos deverão regressar nos próximos dias, num processo de repatriamento que já levou mil pessoas de volta, devido aos recentes ataques. Aqueles que permaneceram irregularmente na África do Sul estão proibidos de regressar nos próximos cinco anos, mas negociações estão em curso para regularizar a situação. A Ministra do Trabalho apelou à emigração legal para evitar riscos, numa altura em que a tensão aumenta devido a movimentos anti-imigração no país.

Seis corpos de cidadãos moçambicanos mortos durante ataques xenófobos na África do Sul já foram transladados para o país, e todos eles são da província de Gaza e os enterros já foram realizados. 

A informação foi avançada pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior, Maria de Fátima, esta quinta-feira, que anunciou também que cerca de 500 cidadãos deverão regressar a Moçambique nos próximos dias, no âmbito do processo de repatriamento.

Até aqui, pelo menos 1000 cidadãos já foram repatriados e conforme garantiu a governante, neste momento, trabalha-se para assistir os repatriados, devido à onda de ataques contra cidadãos estrangeiros na África do Sul.

Por terem permanecido na África do Sul em situação irregular, esses cidadãos ficam proibidos de regressar àquele país durante, pelo menos, os próximos cinco anos. Entretanto, a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior garante que decorrem negociações com o governo sul-africano sobre esta matéria.

“Estamos a trazer à mesa de negócio este aspecto, porque de facto, nós temos pessoas que estavam lá a trabalhar apesar de estarem indocumentados e, estamos a  trabalhar no sentido de legalizar a permanência destes cidadãos moçambicanos na África do Sul. Eles vão continuar lá mas aqueles que não estão legais têm que voltar para legalizar a situação e enquanto isto estamos a negociar com a parte sul africana se poderão voltar ou não”, explicou Maria de Fátima. 

Por outro lado, a Ministra do Trabalho, Ivete Alane, apelou aos cidadãos que pretendem emigrar para que o façam por vias legais, de modo a evitar situações de risco e vulnerabilidade.

A tensão na África do Sul aumentou depois de movimentos anti-imigração terem definido o dia 30 de Junho como prazo para que cidadãos estrangeiros sem documentação abandonem o país.

Fonte: O País

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