Maputo, 22 Jul (AIM) – A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defende uma mudança de paradigma nas relações económicas entre Moçambique e a China, propondo a evolução de um modelo assente no comércio e investimento para outro baseado na produção conjunta, transferência de tecnologia e criação de cadeias de valor.
A abordagem foi feita esta quarta-feira (22), em Maputo, pelo vice-presidente da CTA, Amâncio Gume, durante a recepção de uma delegação empresarial do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento da Região Administrativa Especial de Macau (IPIM), que visita Moçambique para reforçar a cooperação entre empresários dos dois países.
“Entendemos que a relação económica entre Moçambique e a China deve evoluir progressivamente de uma relação baseada apenas na troca de bens e no investimento para uma relação assente também na produção conjunta, na criação de cadeias de valor e na transferência de conhecimento e tecnologia”, afirmou.
Segundo Gume, a nova abordagem permitirá que os investimentos chineses tenham um impacto mais profundo na economia moçambicana, promovendo a industrialização, o desenvolvimento de fornecedores locais e a criação de emprego.
O dirigente sublinhou que Moçambique oferece recursos naturais, terras aráveis e uma localização estratégica para acesso aos mercados da SADC e do continente africano, enquanto a China dispõe de capital, tecnologia, capacidade industrial e experiência empresarial.
“É precisamente nesta complementaridade que devem ser construídas parcerias empresariais de longo prazo, com benefícios mútuos e maior integração das empresas nacionais”, afirmou.
Gume destacou ainda sectores como agro-indústria, energia, logística, transportes, construção, indústria transformadora, economia digital, comércio e serviços como prioritários para a cooperação bilateral.
Acrescentou que a CTA continua a promover reformas para melhorar o ambiente de negócios e está a implementar o Programa Nacional de Certificação (PRONACER), destinado a preparar as pequenas e médias empresas para integrarem as cadeias de fornecimento dos grandes investimentos.
Neste contexto, apelou ao apoio do IPIM para reforçar os programas de certificação e capacitação empresarial, de forma a aumentar a competitividade das empresas moçambicanas e a sua participação nos projectos de investimento chineses.
(AIM)
SNN/pc
Fonte: aimnews





