A promessa era bonita, verde e amiga do ambiente: pagavas uma caução pelas embalagens de plástico ou metal e depois recebias o dinheiro de volta quando as fosses entregar às máquinas. Mas… A realidade é um autêntico roubo à mão armada com carimbo oficial.
Aliás, a revolta é tanta que a petição pública para exigir a suspensão imediata deste sistema e a abertura de um debate na Assembleia da República já ultrapassou a barreira das 21 mil assinaturas. E o motivo é simples. A coisa não funciona, e estes 10 cêntimos fazem falta.

Portanto, o sistema Volta obriga o cidadão comum a adiantar dinheiro do seu próprio bolso, a guardar lixo em casa, a transportar embalagens no carro e a perder tempo em filas para tentar recuperar os cêntimos que lhe foram tirados. Cêntimos esses, que depois são utilizados nos supermercados onde as máquinas existem.
Se a máquina rejeitar a garrafa porque o código de barras está ligeiramente rasurado ou porque a lata amolgou no saco, azar o teu… Perdeste o dinheiro e ninguém quer saber.
De facto, a própria entidade gestora (a SDR Portugal, uma associação privada composta por gigantes do retalho e das bebidas), admite que apenas 40% das embalagens serão devolvidas. Faz as contas comigo e vê o brilhante esquema que montaram!
Antes de mais nada… 60% dos depósitos pagos pelos portugueses NUNCA vão ser reclamados. Estamos a falar de milhões e milhões de euros que vão parar diretamente aos cofres de uma entidade privada sem que tenhas direito a dar um pio.
Entre muitas outras coisas, a petição exige uma auditoria independente a este modelo financeiro duvidoso e a suspensão imediata do sistema Volta nos moldes atuais. Afinal, nenhuma entidade privada devia ter o direito de se apropriar do dinheiro dos depósitos que nós pagamos.
Tu por aí, já foste à máquina tentar devolver garrafas e ficaste a arder com o dinheiro ou ainda não tiveste paciência para fazer de funcionário não pago do supermercado? Partilha a tua experiência e assina a petição na caixa de comentários em baixo.
Fonte: Zero Zero






