O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, defendeu o presidente da FIFA, Gianni Infantino, cuja saída foi exigida por três confederações continentais, devido a um projeto, entretanto abandonado, de entrada de capital privado.
«A FIFA estaria a cometer um erro terrível se, por qualquer motivo, considerasse substituir o seu presidente Gianni Infantino», escreveu Donald Trump numa mensagem publicada na plataforma que detém, a Truth Social, na segunda-feira.
«Acabou de presidir ao Mundial de maior sucesso», disse Donald Trump, acrescentando que, se o líder da FIFA saísse, «a competição nunca mais teria tanto sucesso ou rentabilidade».
O Mundial 2026, organizado entre junho e julho nos EUA, México e Canadá, foi o mais lucrativo de sempre, com quase 15 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros) em receitas geradas.
Recorde-se que, durante o Mundial 2026, Trump pediu a Gianni Infantino a suspensão de um cartão vermelho atribuído a um jogador da seleção norte-americana, que permitiu a Folarin Balogun defrontar a Bélgica, nos oitavos-de-final do torneio.
Além disso, Infantino criou o «Prémio FIFA da Paz», que deu em dezembro ao Presidente dos EUA. Donald Trump há muito tinha publicamente confirmado a vontade de receber o Prémio Nobel da Paz.
A FIFA pretendia angariar até 4,2 mil milhões de dólares (3,64 mil milhões de euros), vendendo a investidores privados uma participação minoritária, de até 20 por cento, numa nova empresa que iria gerir as atividades comerciais e de eventos da entidade.
Entre os potenciais investidores, os críticos tinham identificado o fundo de investimento Thrive Eternal, criado por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
Também na segunda-feira, as confederações de futebol da UEFA, CONCACAF e AFC acusaram o presidente da FIFA de uma «importante quebra de confiança».
Numa «carta aberta à família do futebol», os três organismos que representam a Europa (UEFA), América Central, Norte e Caraíbas (CONCACAF) e Ásia (AFC) voltaram a criticar Gianni Infantino e aquilo que consideram uma política autocentrada.
«A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de ostentar — ou exigir — poder para o exercer. É um dever de serviço à família do futebol que lho confia. Quando a confiança é quebrada através do engano, quando uma pessoa se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, esse dever foi abandonado», afirmaram na carta.
A missiva é subscrita pelos presidentes e secretários-gerais da UEFA (Aleksander Ceferin e Theodore Theodoridis), da CONCACAF (Victor Montaglian e Philippe Moggio) e da AFC (Salman Bin Ibrahim Al Khalifa e Datuk Seri Windsor John).
Na carta é ainda criticada a recente ida de Infantino a Marrocos, com UEFA, AFC e CONCACAF a denunciarem um comportamento que, dizem, reforça a ideia de alguém que entende que o futebol lhe deve algo.
Fonte: TVI






