Resumo
Um edifício colapsou na Rua Antero de Quental, no Porto, sem causar feridos, durante trabalhos de demolição. O prédio, com rés-do-chão e primeiro andar, albergava um estabelecimento de jogos da sorte. O dono de uma papelaria adjacente relatou ter sentido pedras a cair e ter visto rachadelas, saindo a tempo. A Câmara Municipal do Porto esclareceu que a derrocada ocorreu durante a demolição, sem vítimas. Equipas de segurança foram ativadas para remover detritos e avaliar a estrutura do edifício. Inicialmente, pensou-se que o colapso tinha ocorrido num prédio vazio, mas a informação foi corrigida posteriormente.
Pelas 11:30, a rua estava cortada ao trânsito nos dois sentidos, entre os cruzamentos com a Rua da Constituição e Rua Damião de Góis.
O edifício, que teria rés-do-chão e primeiro andar, era conhecido por ter um estabelecimento com jogos da sorte.
Simões Lopes, 72 anos, dono do prédio contíguo a um devoluto e em obras, disse aos jornalistas que o edifício, onde tem a sua papelaria, ruiu pelas 08:15.
Relatou ter começado a sentir pedras a cair, viu uma rachadela no pladur e a porta da papelaria estava difícil de abrir, pelo que decidiu sair do prédio para chamar o encarregado da obra do edifício ao lado.
Foi quando estava a dizer que algo não estava bem que o seu prédio ruiu.
Contactada pela Lusa, a Câmara Municipal do Porto esclareceu que o alerta para a derrocada do edifício, contíguo a um devoluto e em obras, foi dado pelas 09:30.
“A derrocada foi provocada durante os trabalhos de demolição da obra em curso, com queda de alguns elementos para a via pública”, acrescentou, indicando que todos os trabalhadores saíram do local em segurança e não há vítimas a registar.
A papelaria ao lado encontrava-se em funcionamento, sendo que o dono saiu atempadamente em segurança.
Ainda de acordo com a autarquia, foram ativadas, por precaução, equipas cinotécnicas da Polícia Municipal e do Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto.
“Antecipam-se trabalhos de remoção dos elementos da via pública e de demolição da fachada principal, que se encontra em avaliação estrutural”, explica.
Num primeiro momento, a autarquia havia indicado que a derrocada tinha ocorrido no prédio devoluto, tendo mais tarde corrigido esta informação.
Fonte: TVI






