InícioRevistaTecnologiaFinalmente solução para a medição de diabetes?

Finalmente solução para a medição de diabetes?

Há anos que a promessa de medir a glicose no sangue de forma não invasiva é vendida como o próximo grande salto dos wearables. E eu percebo o porquê. Ter diabetes, mesmo que minimamente controlada, é um pesadelo.

Ou seja, quem tem de conviver com a diabetes sabe perfeitamente o pesadelo que é andar a picar os dedos várias vezes ao dia ou ter de colar um sensor invasivo no braço que custa uma fortuna. É por isso que a Apple promete isto para o Apple Watch há uma eternidade, e a Samsung também já tocou no assunto. Mas, a montanha acaba sempre por parir um rato.

Agora, uma equipa de engenheiros da Universidade da Califórnia em San Diego garante ter encontrado a solução. Em vez de furar a pele, criaram o protótipo de um anel inteligente que analisa o suor para medir os níveis de glicose, álcool, ácido úrico e até cetonas. A premissa parece fantástica na teoria, mas no mundo real a história é um pouco mais complexa.

A grande inovação aqui não exige que vás para a passadeira correr para começar a suar. O anel utiliza um hidrogel osmótico que aplica uma ligeira pressão na pele, indolor, asseguram eles, para extrair microscópicas gotas de suor. A partir daí, sensores eletroquímicos analisam o líquido e enviam os dados diretamente para uma aplicação no telemóvel.

Nos testes preliminares, as leituras de glicose e cetonas bateram certo com os monitores tradicionais. Isso é crucial! Porque com a diabetes não há margem para erros, sendo exatamente por isso que ainda não existiu um lançamento de produto deste tipo. Uma leitura errada de açúcar no sangue pode levar alguém a dar uma dose errada de insulina com consequências desastrosas.

O problema é que, ao olharmos para o protótipo atual, percebemos rapidamente que o caminho até às prateleiras vai ser longo.

O dispositivo em fase de testes é gigante, feio e parece mais um trambolho saído de um laboratório de ciências do que um acessório discreto para usar no dia a dia. Para piorar a situação, a bateria dura umas miseráveis 12 horas. Ter de carregar o anel duas vezes por dia anula quase por completo a conveniência da ideia.

Mas… Funciona, e é isso que interessa. Estamos agora muito mais próximos.

 

Fonte: Zero Zero

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