InícioRevistaPolíticaFrelimo agenda Congresso para Julho de 2027 em Nampula

Frelimo agenda Congresso para Julho de 2027 em Nampula

A Frelimo anunciou, ao cair do pano da IV sessão extraordinária do Comité Central, que o décimo terceiro Congresso do partido terá lugar de 20 a 25 de Julho do próximo ano, na cidade de Nampula.

O presidente da Frelimo, Daniel Chapo, disse que a reunião de um dia em Chimoio, nesta quarta-feira, marcou a “transição de reflexão para decisão, e da decisão para a acção”. Explicou que as matérias apreciadas não foram “meramente administrativas”. O partido decidiu sobre “o futuro da organização e de Moçambique”, assim como traçou a “visão estratégica” que deverá orientar a formação política na “Nova Era que estamos a inaugurar”.

A convocação do décimo terceiro Congresso não deve ser vista apenas como cumprimento de uma obrigação estatutária. “É um momento político de grande importância para a nossa organização e para o nosso País. O Congresso deverá permitir-nos olhar para a nossa história com respeito, para o nosso presente com sentido crítico e para o futuro com coragem e determinação”.

“Estivemos a falar, sobretudo, da nossa responsabilidade perante o povo moçambicano. Cabe-nos, agora, garantir que as decisões que tomamos não se percam” e os membros têm a responsabilidade de “transformar a vontade expressa pelos quadros em orientação política e transformar a orientação política em acção concreta”.

Para Daniel Chapo, o Congresso deverá permitir que “a Frelimo continue a guiar os moçambicanos nas próximas décadas, na sua marcha rumo à Independência Económica”.

Outra expectativa é que o décimo terceiro Congresso garanta que o partido seja “mais forte, mais organizado, mais moderno, mais aberto, mais exigente consigo mesmo e capaz de se adaptar às dinâmicas da actual conjuntura política, económica, social e geopolítica, regional, continental e internacional”.

Daniel Chapo voltou ao discurso proferido na 11ª Conferência Nacional de Quadros para recordar um dos aspectos que considera vitais para o sucesso da Frelimo e do País. A capacidade do partido de “reconhecer os seus erros”, mais preparação para “corrigir o que não funciona”, mais determinação para “preservar aquilo que funciona” e mais coragem para “abandonar as práticas que deixaram de produzir resultados. Queremos uma Frelimo do Povo, para o Povo e com o Povo”.

As decisões da  IV sessão extraordinária do Comité Central da Frelimo “não devem morrer nas gavetas”, alertou Chapo e orientou: “devem chegar às províncias, distritos, localidades, zonas, círculos, células e, acima de tudo, devem chegar ao Povo através dos resultados concretos da nossa acção governativa. A responsabilidade de divulgar e materializar é de todos nós”.

“O Povo não espera” do partido “apenas bons documentos, resoluções e moções”, mas sim “mudanças positivas nas suas vidas, mais empregos, serviços públicos de qualidade, mais água potável, mais educação de qualidade e competitiva, mais unidades sanitárias, atendimento humanizado e mais medicamentos”.

A Conferência [Nacional de Quadros] propôs e o Comité Central deliberou, afirmou Chapo, sublinhando que “o caminho para o XIII Congresso está aberto. Agora começa a fase mais importante: a execução. Esta é a responsabilidade de todos. Este é o nosso compromisso. Este é o nosso tempo. Esta é a nossa Nova Era. Uma era que coloca o Povo como ponto de partida e de chegada de toda a nossa acção”.

ÓRGÃOS E MEMBROS DO PARTIDO DEVEM SER REAIS 

O Presidente da Frelimo alertou que o recenseamento de raiz dos órgãos e membros do partido não deve ser visto como mera operação administrativa. “É um instrumento político e estratégico, porque precisamos saber onde estão as nossas células, onde estão os nossos membros e precisamos revitalizar onde houver sinais de enfraquecimento. Precisamos garantir que nenhuma estrutura exista apenas no papel, mas exista na realidade e no terreno”.

“Não faz sentido, por exemplo, que um membro do partido não consiga mobilizar um novo membro, num espaço temporal de um ano. As células não devem funcionar apenas quando se realizam sessões simultâneas, devem funcionar sempre e é assim que a nossa gloriosa Frelimo será mais forte”.

Fonte: O País

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