InícioNacionalPolíticaFrelimo defende aprofundamento do diálogo para combater xenofobia 

Frelimo defende aprofundamento do diálogo para combater xenofobia 

Resumo

A Frelimo condena os atos de xenofobia na África do Sul, salientando que não representam a posição oficial do Governo sul-africano nem do povo, apelando ao diálogo para evitar tensões. O partido destaca a oposição do Governo e do ANC à xenofobia, atribuindo os atos violentos a grupos específicos contrários aos direitos humanos e à lei sul-africana. Alerta para a importância de evitar crispações nas relações entre Moçambique e a África do Sul, defendendo a cooperação na resolução dos desafios da imigração ilegal a nível global, com base no respeito pelos direitos humanos e na convivência pacífica, rejeitando a violência e promovendo o diálogo e a cooperação.

A Frelimo considera que os actos de xenofobia registados na África do Sul não reflectem a posição oficial do Governo sul-africano, nem do povo daquele país, defendendo o aprofundamento do diálogo entre os dois Estados para evitar o agravamento das tensões.

Falando sobre os recentes episódios de hostilidade contra cidadãos estrangeiros, o Secretário-Geral da Frelimo afirmou que tanto o Governo sul-africano como o Congresso Nacional Africano (ANC) manifestaram, desde o início, a sua oposição a atitudes de carácter xenófobo.

Segundo a Frelimo, os actos de violência são promovidos por grupos específicos que actuam contra os princípios dos direitos humanos e em contradição com a legislação sul-africana.

O partido entende que a situação deve ser acompanhada com atenção, de modo a evitar que a questão venha a criar crispação nas relações históricas de amizade e cooperação entre Moçambique e a África do Sul.

A Frelimo destacou ainda a colaboração existente entre os dois países na busca de soluções para os desafios associados à imigração ilegal, sublinhando que o fenómeno não é exclusivo da África Austral.

“A imigração ilegal é um problema global e deve ser tratada como tal”, defendeu o partido, acrescentando que as respostas ao fenómeno devem privilegiar mecanismos que promovam a convivência pacífica e respeitem a dignidade humana.

A formação política reiterou a necessidade de encontrar soluções que não incentivem a violência contra cidadãos nacionais ou estrangeiros, defendendo uma abordagem assente no diálogo, na cooperação e no respeito pelos direitos fundamentais.

 

Fonte: O País

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