O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu esta quarta-feira os múltiplos desafios enfrentados pelos mais de 1.100 chefes de localidade, como escassez de recursos humanos e financeiros e impactos das mudanças climáticas, prometendo implementar programas para acelerar o desenvolvimento local.
“Reconhecemos, contudo, os muitos desafios que as localidades ainda enfrentam no dia a dia, tais como a escassez de recursos humanos e financeiros, meios de trabalho insuficientes, infraestruturas precárias, os impactos dos desastres naturais decorrentes das mudanças climáticas”, disse o chefe de Estado moçambicano, na abertura da primeira Reunião Nacional dos Chefes de Localidades, em Maputo.
No evento, que decorre durante quatro dias e inclui ações de capacitação para os chefes das 1.132 localidades do país, Daniel Chapo referiu que estas administrações locais enfrentam ainda desafios ligados ao conflito homem-fauna bravia, à insegurança resultante do terrorismo em partes da região norte e à desordem pública, fatores que condicionam os esforços de desenvolvimento local.
“A estes juntam-se as más práticas sociais, como a corrupção e o mau atendimento nas unidades de serviço público. Males estes que minam a confiança dos cidadãos e que devemos combater com firmeza e exemplo”, declarou.
Para responder aos desafios, destacou um conjunto de programas e reformas que, disse, deverão contribuir para acelerar o desenvolvimento das comunidades e reduzir as assimetrias entre as diferentes regiões do país.
Entre as iniciativas, Chapo destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), o programa Empodera, destinado ao financiamento de iniciativas empreendedoras de mulheres, a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, do Fundo Soberano e a aprovação da Lei do Conteúdo Local.
“Com estas reformas das políticas públicas, queremos um desenvolvimento que chegue até lá nas localidades e nas comunidades mais recônditas”, afirmou, citando localidades espalhadas pelo país.
O governante destacou ainda os programas de desenvolvimento comunitário integrado e de terras infraestruturadas, destinados a melhorar os padrões de habitação e o bem-estar das populações das zonas rurais e periurbanas.
Nesse contexto, apelou aos chefes de localidades para mobilizarem parcerias e envolverem as comunidades na replicação destas iniciativas, “por forma a replicar estes programas de terras infraestruturadas, terrenos parcelados, casas bem alinhadas”.
O chefe de Estado defendeu também uma liderança local mais dinâmica e orientada para resultados, sustentando que os dirigentes da base administrativa devem deixar um legado visível de progresso nas comunidades onde exercem funções: “Cada chefe da localidade aqui presente deve atuar com dinamismo, criatividade e, durante o seu mandato, deve deixar marcas positivas”.
Na ocasião, Daniel Chapo prestou ainda homenagem aos dirigentes da base administrativa, considerando-os “elementos fundamentais” na ligação entre o Estado e as populações, e apelou para que os chefes das localidades assumam uma postura ativa na promoção do desenvolvimento regional.
Fonte: Observador






