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GAVI anuncia 275 milhões de dólares para reforçar vacinação em Moçambique

Resumo

A Aliança Global para Vacinas (GAVI) comprometeu-se a disponibilizar 275 milhões de dólares americanos para apoiar o Programa Nacional de Vacinação de Moçambique nos próximos cinco anos, abrangendo o período de 2026 a 2030. Este financiamento visa manter e expandir o programa de imunização, incluindo a introdução da vacina contra a Hepatite B à nascença. A directora-executiva da GAVI, Sania Nishtar, elogiou o desempenho de Moçambique na vacinação e destacou a parceria de longa data com o país. Além disso, a GAVI manifestou apoio na luta contra a cólera e na implementação da reforma GAVI Leap, que fortalece a autonomia dos países na gestão dos programas de vacinação. Moçambique tornou-se o primeiro país a adotar esta nova abordagem, que inclui descentralização de decisões e investimentos na produção local de vacinas em África.

A Aliança Global para Vacinas (GAVI) vai disponibilizar 275 milhões de dólares norte-americanos para apoiar o Programa Nacional de Vacinação de Moçambique nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pela directora-executiva da organização, Sania Nishtar, após uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo, em Maputo.

O financiamento, que cobre o período de 2026 a 2030, visa assegurar a continuidade do actual programa de imunização e introduzir novas vacinas, incluindo a dose de nascimento contra a Hepatite B, prevista para entrar em vigor ainda este ano.

Segundo Sania Nishtar, a Gavi mantém uma parceria de longa data com Moçambique e está satisfeita com os resultados alcançados pelo País no domínio da vacinação.

“Moçambique tem tido um excelente desempenho no que toca à cobertura da sua vacinação de rotina. A sua liderança, incluindo Sua Excelência o Presidente da República, está fortemente empenhada na sobrevivência infantil”, afirmou.

A responsável destacou igualmente os avanços registados no combate à cólera e elogiou o modelo integrado de prestação de serviços comunitários observado durante a sua visita ao País.

Durante o encontro com o Chefe do Estado, a directora-executiva da GAVI transmitiu três mensagens centrais. A primeira foi a confirmação do apoio financeiro de 275 milhões de dólares para o próximo ciclo estratégico da organização.

“Estamos a comprometer 275 milhões de dólares para os próximos cinco anos, para o período estratégico de 2026 a 2030. Estes recursos permitir-nos-ão continuar a apoiar o programa de vacinação de Moçambique”, explicou.

Actualmente, o País administra vacinas contra dez doenças, incluindo a malária e o vírus do papiloma humano (HPV), responsável pelo cancro do colo do útero. A GAVI garante que continuará a financiar todas as vacinas já integradas no calendário nacional, além de apoiar a introdução da vacina contra a Hepatite B à nascença.

O segundo ponto apresentado ao Presidente da República esteve relacionado com o combate à cólera. A organização considera Moçambique um exemplo na resposta à doença e manifestou disponibilidade para continuar a apoiar os esforços governamentais na eliminação dos surtos.

A terceira mensagem incidiu sobre a implementação da reforma denominada GAVI Leap, uma iniciativa que reforça a autonomia dos países na gestão dos programas de vacinação e aumenta a utilização dos sistemas nacionais na canalização de recursos financeiros.

Neste contexto, Sania Nishtar anunciou que Moçambique se tornou o primeiro País do mundo a adoptar esta nova abordagem.

“A GAVI introduziu recentemente uma reforma chamada Gavi Leap e foi com enorme satisfação que transmiti a Sua Excelência o Presidente que Moçambique foi o primeiro país do mundo a adoptar esta reforma”, revelou.

A dirigente explicou ainda que a nova estratégia prevê maior descentralização dos processos de decisão, reforço do financiamento através dos sistemas governamentais e investimentos na produção local de vacinas em África.

A visita da directora-executiva da GAVI reforça a cooperação entre Moçambique e a organização internacional, num momento em que o País procura consolidar os ganhos alcançados na saúde pública e expandir o acesso à vacinação para milhões de crianças em todo o território nacional.

Fonte: O País


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