InícioRevistaInternacionalGil Vicente-Rio Ave, 1-0 (crónica)

Gil Vicente-Rio Ave, 1-0 (crónica)

Uma mão de Nelson Abbey dentro da área valeu a grande penalidade que permitiu ao Gil Vicente arrancar com uma vitória na jornada inaugural da Liga 2026/27. O Rio Ave foi superior na primeira parte, mas a expulsão de Ntoi, logo após o reatamento, acabou por mudar o rumo do encontro.

Em superioridade numérica, os galos assumiram o controlo e foram empurrando os vilacondenses para junto da sua área, até chegarem ao golo já na reta final, por Héctor Hernández.

Luís Pinto estreia-se assim com uma vitória, embora sem uma exibição totalmente convincente. Do outro lado, o Rio Ave sai de Barcelos derrotado, mas deixa sinais positivos depois de uma boa pré-época e de uma primeira parte em que mostrou argumentos para acreditar numa época bem mais tranquila do que a anterior.

A primeira parte foi equilibrada, intensa e com poucas ocasiões de golo, ficando marcada por muitos erros de passe e perdas de bola de ambos os lados. O jogo de estreia na temporada 2026-27 teve uma novidade para cada lado. No Gil Vicente, Luís Pinto lançou de início Ricardo Esgaio e Andreas Lausen, enquanto Silaidopoulos apostou nos reforços Diogo Nascimento e Roland Galcik no Rio Ave.

A equipa vilacondense, já com uma ideia de jogo trazida da época passada, esteve ligeiramente por cima e foi quem mais ameaçou a baliza de Lucão. Bezerra teve a melhor oportunidade, depois de aproveitar um mau atraso da defesa gilista. O avançado tentou fazer o chapéu ao guarda-redes, mas o remate saiu curto, tendo Galcik, na recarga, atirado ao lado. Os gilistas, ainda à procura de assimilar as ideias do novo treinador, responderam com uma boa combinação entre Andreas Lausen e Santi García, que deixou Weverson em posição para finalizar, mas o remate saiu por cima. A primeira parte ficou ainda marcada pelas lesões de Weverson, pelos galos, e Ryan Guilherme, pelos vilacondenses, obrigando os técnicos a mexer nas equipas mais cedo.

A face do jogo mudou logo após o reatamento, com a expulsão de Ntoi, por entrada dura sobre Santi García. Em superioridade numérica, o Gil Vicente passou a ter mais bola e a assumir o controlo do jogo, mas continuou a revelar dificuldades para chegar com perigo à baliza de Van de Gouw.

O Rio Ave fechou bem os caminhos para a sua baliza e obrigou Luís Pinto a mexer no ataque. O técnico gilista lançou Héctor Hernández e passou a jogar com dois pontas de lança, juntando o espanhol a Carlos Eduardo.

Foi precisamente o brasileiro quem criou as melhores ocasiões dos galos até então. Primeiro, entrou na área pela direita e rematou cruzado, obrigando Van de Gouw a uma excelente defesa. Pouco depois, após cruzamento de Esgaio, apareceu em boa posição para cabecear, mas desviou por cima.

Do outro lado, Silaidopoulos percebeu que a equipa precisava de mais frescura e também começou a lançar novas opções para tentar manter o Rio Ave organizado e perigoso mesmo com menos um.

Ainda assim, o Gil Vicente continuou por cima e esteve perto do golo quando Tidjany Touré, acabado de entrar, acertou com estrondo na barra, num remate em arco de fora da área.

Já perto do fim, Joelson entrou pela direita e cruzou, com a bola a embater na mão de Nelson Abbey. Gustavo Correia apontou para a marca dos 11 metros e Héctor Hernández assumiu a responsabilidade. O remate saiu denunciado e Van der Gouw ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o golo que deu vantagem aos galos.

Até ao apito final, ainda houve tempo para Van der Gouw brilhar, com uma defesa espetacular a negar o bis a Touré.

FIGURA: Héctor Hernández (Gil Vicente)

Saltou do banco para dar a vitória ao Gil Vicente. O avançado espanhol perdeu a titularidade para Carlos Eduardo, mas entrou determinado a deixar a sua marca na estreia dos galos. Chamado a bater a grande penalidade, não executou da melhor forma, com Van der Gouw a tocar na bola, mas acabou por levar a melhor e garantir os primeiros três pontos da época para a equipa de Barcelos.

MOMENTO DO JOGO: Expulsão de Ntoi

Foi o lance que mudou por completo o rumo do encontro. Ntoi teve uma entrada dura sobre Santi García e Gustavo Correia não hesitou em mostrar-lhe o cartão vermelho direto. O Rio Ave ficou reduzido a dez jogadores e, a partir daí, o Gil Vicente assumiu definitivamente o controlo do jogo.

POSITIVO: Exibição do Rio Ave

Sai de Barcelos sem pontos, mas o Rio Ave deixou bons sinais para a nova temporada. A equipa de Silaidopoulos mostrou mais ideias e organização do que o Gil Vicente durante grande parte do encontro e parece ter argumentos para fazer uma época bem melhor do que a anterior. Faltou, sobretudo, maior eficácia e qualidade na definição das jogadas, acabando por ser castigada já perto do final.

 

Fonte: TVI

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