Resumo
A fundição de alumínio Mozal, em Moçambique, vai encerrar, deixando mais de mil trabalhadores desempregados. O Governo confirma a situação, mas esclarece que a decisão não partiu das autoridades moçambicanas. O fecho, previsto para meados de Março, é resultado de questões estratégicas da sociedade proprietária da empresa. A falta de acordo para fornecimento de energia competitiva levou ao encerramento, afetando 1.059 empregos. A empresa assegura indemnizações aos trabalhadores afetados. Os custos estimados para manter a fábrica em conservação são de 60 milhões de dólares iniciais e 5 milhões anuais. A Mozal produz alumínio primário para o mercado interno e exportação, sendo maioritariamente detida pela South32, seguida pela Industrial Development Corporation of South Africa Limited e pelo Governo moçambicano.
A fundição de alumínio Mozal deverá encerrar as portas nos próximos dias, deixando mais de mil trabalhadores sem emprego. A informação já é do conhecimento do Governo, que confirma estar a acompanhar a situação, mas esclarece que a decisão não partiu das autoridades moçambicanas.
Falando à imprensa após a VI Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, afirmou que o fecho poderá acontecer até meados de Março. No entanto, fez questão de sublinhar que o problema enfrentado pela empresa não resulta directamente de Moçambique.
Segundo explicou, o país acolhe a indústria e beneficia com postos de trabalho e receitas fiscais. Assim sendo, frisou que as decisões estratégicas não dependem do Governo moçambicano, mas sim da sociedade proprietária da empresa. Desta feita, acrescentou, a solução do impasse também não está nas mãos do Estado.
Ainda assim, Impissa reconheceu que seria importante garantir energia a preços mais acessíveis para manter a fábrica em funcionamento. No entanto, lamentou que não tenha sido possível chegar a um entendimento, situação que acabou por influenciar a posição dos accionistas quanto ao encerramento.
A empresa anunciou oficialmente, a 16 de Dezembro de 2025, que irá suspender as operações de fundição no Parque Industrial de Beluluane, província de Maputo, a partir de 15 de Março de 2026. A medida surge depois de não ter sido alcançado um novo acordo para o fornecimento de energia em condições consideradas competitivas, após o término do contrato em vigor.
Com a paralisação das actividades, 1.059 trabalhadores perderão os seus empregos. Apenas cerca de 30 funcionários deverão permanecer para assegurar serviços de manutenção, segurança e cumprimento das obrigações ambientais. Para muitas famílias, a notícia representa um momento de incerteza e preocupação quanto ao futuro.
Todavia, a empresa garante que os trabalhadores afectados terão direito às respectivas indemnizações. Os custos únicos para colocar a fábrica em regime de manutenção e conservação, incluindo compensações e desligamentos, estão estimados em cerca de 60 milhões de dólares norte-americanos.
Além disso, a previsão é de que sejam necessários aproximadamente 5 milhões de dólares por ano para manter a unidade industrial em regime de conservação. Localizada nos arredores de Maputo, a fundição produz alumínio primário destinado tanto ao mercado interno como à exportação.
Em termos accionistas, a estrutura da empresa é composta maioritariamente pela South32, que detém 63,7% da participação. A Industrial Development Corporation of South Africa Limited possui 32,4%, enquanto o Governo da República de Moçambique detém 3,9% do capital.






