InícioRevistaSociedadeGreve fecha portões da Escola Secundária Eduardo Mondlane em Maputo

Greve fecha portões da Escola Secundária Eduardo Mondlane em Maputo

Resumo

Trabalhadores de serviços de apoio na Escola Secundária Eduardo Mondlane, em Maputo, protestaram fechando os portões devido a cinco meses de salários em atraso. Os funcionários, incluindo guardas, interromperam as atividades, alegando dificuldades financeiras. Após uma reunião sem consenso com o diretor dos Serviços Sociais da cidade, os trabalhadores mantiveram a posição de não regressar ao trabalho sem receber os salários em falta. Apesar da reabertura dos portões, a situação permanece tensa, com os trabalhadores a exigirem soluções urgentes para regularizar os vencimentos.

Trabalhadores de serviços de apoio na Escola Secundária Eduardo Mondlane, localizada na zona de Chitlango, na cidade de Maputo, encerraram os portões da instituição na manhã desta quarta-feira em protesto contra cinco meses de salários em atraso.

O protesto envolveu prestadores de serviços como guardas e outros funcionários de apoio, que decidiram interromper as actividades logo nas primeiras horas do dia, impedindo o acesso ao recinto escolar.

“Estamos sem receber salários há cinco meses, desde Novembro até agora. Já estamos cansados. Em casa temos despesas, já cortaram água e estamos a passar fome. Estamos a pedir socorro”, afirmou Estevão Mondlane, um dos trabalhadores envolvidos na paralisação.

A situação gerou rápida repercussão, mobilizando o director dos Serviços Sociais da cidade, que se deslocou ao local para tentar mediar o conflito. Apesar da reunião com os trabalhadores, não houve consenso quanto à regularização dos pagamentos.

Os manifestantes dizem ter perdido a confiança nas promessas feitas pela entidade empregadora. “Sempre dizem que vão pagar, mas nunca cumprem. Disseram que seria até quinta-feira, depois mudaram para segunda-feira, e até agora nada. Já não acreditamos”, declarou Lurdes Celeste, também trabalhadora da escola.

Outra funcionária, Paulina Venâncio, reforçou o sentimento de frustração: “Estão sempre a prometer, mas não há resultados. Já fomos à direcção da cidade e nunca nos deram uma resposta concreta.”

Durante o impasse, os trabalhadores mantiveram a posição de não retomar as actividades enquanto não houver pagamento dos salários em atraso. “Não vamos trabalhar até sair o salário”, afirmaram.

O director dos Serviços Sociais presente no local não prestou declarações à imprensa, alegando falta de autorização da equipa de comunicação dos serviços de representação do Estado na cidade.

Apesar da reabertura dos portões após as negociações, a situação permanece tensa, com os trabalhadores a exigirem soluções urgentes para a regularização dos seus vencimentos.

Fonte: O País

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