Por cá, não se viu ou sentiu nada, porque o LiveMode TV comprou os direitos e “ofereceu” o acesso ao Mundial a tudo e todos a partir do YouTube. Mas… Lá fora? Já não foi bem assim.
Pois bem, o torneio chegou ao fim e, no rescaldo dos jogos, os departamentos de justiça e as autoridades internacionais vieram bater no peito com orgulho, anunciando o bloqueio e apreensão de mais de mil sites de streaming ilegal em todo o mundo. A pergunta que se impõe é: isto resolveu alguma coisa ou é só poeira para os olhos?

Portanto, liderada pelo Departamento de Justiça dos EUA e pela HSI, a operação “Offsides” começou no final de junho a visar escassos 400 domínios, mas rapidamente escalou para a desativação de mais de um milhar de endereços durante o torneio.
Entretanto, se compararmos com o Mundial do Qatar em 2022, onde apenas 78 domínios foram abaixo, nota-se que a caça às bruxas intensificou-se brutalmente, envolvendo polícias da Bulgária, Peru, Colômbia, Polónia e até com prisões a acontecerem na América Latina.
Antes de mais nada, a Aliança para a Criatividade e o Entretenimento (ACE) forneceu mais de 3000 pistas sobre plataformas suspeitas, enquanto a agência TAG cortou as receitas de publicidade a quase 1400 sites, metendo-os numa lista negra para impedir que ganhassem dinheiro com anúncios.
Na Colômbia, a coisa subiu de tom com a detenção de 15 pessoas acusadas de invadir sistemas de operadoras locais para revender sinal ilegal de IPTV via VPN.
Mas… No fim do dia… Isto não fez nada!
Enquanto as autoridades celebram estas vitórias nas conferências de imprensa, nos bastidores o jogo continua. Os administradores destas plataformas já estão a ripostar e a migrar os serviços à velocidade da luz para extensões de domínio do Irão (como o termofixo .ir), onde a jurisdição e a justiça dos Estados Unidos não têm qualquer tipo de poder para enfiar o nariz.
No final do dia, enquanto os preços do futebol pago continuarem altíssimos e as subscrições oficiais continuarem a exigir que vendas um rim para ver 90 minutos de bola, podes ter a certeza absoluta de uma coisa… Os consumidores vão continuar a procurar alternativas na sombra e os piratas vão continuar a encontrar formas de contornar os bloqueios.
Em Portugal já é um fenómeno quase inacreditável, e só deverá aumentar de gravidade nos próximos tempos. Aliás, o próprio CEO da NOS já diz que a Sport TV é um buraco financeiro como nunca tinha visto.
Fonte: Zero Zero






