Resumo
O treinador Marco Silva expressou a ambição do Benfica em conquistar títulos na próxima temporada, destacando a pressão no clube, a preparação para a Liga Europa e a necessidade de quebrar resultados recentes. Afirmou a sua crença na capacidade da equipa para tornar o Benfica campeão, enfatizando a estabilidade no projeto a longo prazo. Demonstrou estar tranquilo em relação ao risco inerente à profissão de treinador e evitou comparações com o passado, focando-se em trazer positividade e confiança aos adeptos. O objetivo é claro: trabalhar para ser campeão e ganhar títulos, reconhecendo a competição existente.
«Se eu não acreditasse não estava aqui, de certeza absoluta. Quem entra nesta casa tem de acreditar que terá de ser para ser campeão. E eu sinceramente acredito muito que eu, juntamente com a minha equipa técnica, juntamente com o grupo de jogadores que temos, que naturalmente iremos reforçar também, estamos claramente capazes de acrescentar algo ao Benfica para tornar o Benfica campeão, tornar o Benfica cada vez mais competitivo a todos os níveis para poder depois no final ter direito àquilo que é o mais importante neste clube: poder celebrar títulos. Todos sabemos a dificuldade que é, não vamos estar aqui a mostrar que será fácil ou não. Teremos grandes concorrentes, teremos equipas com qualidade que iremos confrontar todas as semanas. Mas o objetivo é claro: ser campeão.»
«Há um ponto que quero acrescentar: quando digo isto, também assumo que a minha ambição passa por estabilidade no projeto. Eu costumo dizer que assinei 3 anos com o Benfica, porque esse é o meu horizonte de trabalho e aquilo que me permite construir algo sustentado. Tornar o Benfica cada vez mais competitivo a todos os níveis para poder depois no final ter direito àquilo que é o mais importante neste clube: poder celebrar títulos.»
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p data-end="664" data-start="522">«Qualquer treinador tem o lugar em risco, isso a mim sinceramente preocupa-me muito pouco ou quase nada. Quando decidi enveredar por esta carreira, seja a que nível for, seja em que clube estiver, seja em que divisão estiver, seja em que país estiver, treinador de futebol está sempre em risco. Isso para mim é algo com o qual convivo claramente muito bem. E vocês vão perceber isso, já percebiam na altura, vão perceber se acompanharam a minha carreira. O meu estado de espírito é diferente. Não sou muito de esconder emoções, mas sou equilibrado o suficiente para perceber que esse é o destino de qualquer treinador.»
«Não vou entrar em comparações com quem esteve aqui no passado. Grandes treinadores, treinadores de grande qualidade, grupos de jogadores também de grande qualidade. As razões porque foram ou não tiveram sucesso não me competem a mim comentar. Compete-me olhar em frente e trazer a positividade que é importante neste momento para o Benfica, trazer a confiança que os adeptos precisam de ter na equipa de futebol do Benfica.»
«É tão simples como isso. Esse é o objetivo porque vamos planear a época, esse é o objetivo porque vamos começar a trabalhar no dia 25 para sermos campeões, para tentarmos de toda a forma positiva, com a missão que temos neste clube, ganhar títulos no Benfica e tornarmo-nos campeões. Sabendo nós, e importa referir, que temos dois, três adversários possivelmente à altura para tornar a nossa tarefa cada vez mais difícil.»
«Eu consigo dizer aos benfiquistas, mas primeiro quero-lhes dizer que o primeiro passo terá de ser conseguido, que é estar na fase de grupos. Esse é o primeiro passo. Nós vamos ter uma pré-época atípica. Nunca servirá de desculpa, seja com o número de jogadores que estão no Mundial, seja com o começo mais cedo da pré-temporada. Mas teremos um objetivo claro: com os seis jogos que temos para disputar, poder estar na fase de grupos e, assim, estando lá, olhando para aquilo que é a dimensão da Liga Europa e a dimensão do Sport Lisboa e Benfica e dos clubes que lá estão, o Benfica tem de ser um candidato. E sem dúvida, concordo plenamente. Nem sequer foi necessário ter esta conversa com o Presidente. Quando percebi ontem aquilo que foi a comunicação, estamos claramente de acordo nesse aspeto. A dimensão do Benfica obriga a isso. Mas obriga, em primeiro lugar, a ser capaz de ter uma pré-época bem organizada, para estarmos preparados para o primeiro jogo e depois, sim, após os primeiros seis jogos, poder estar na fase de grupos e redefinir objetivos, que passam por ser candidatos, sem dúvida. Ninguém está aqui a dizer que vamos ganhar a Liga Europa, mas teremos de ambicionar estar lá em cima.»
«Não lhe sei dizer como vou reagir momento a momento. O futebol é muito competitivo. É óbvio que, como treinador do Benfica, terei de ter o controlo emocional e a postura que este lugar exige. Mas não vos garanto que seja sempre perfeito. Venho de uma cultura diferente nos últimos anos e, mesmo nessa cultura, algumas vezes pisei o risco. Isso faz parte. Não sou perfeito e não serei perfeito nesse aspeto. Eu estou aqui para defender o Benfica dentro dos limites e é isso que irei fazer. Não sou um grande fã de falar constantemente de arbitragem. No início da minha carreira falava pouco disso. Com o tempo fui falando mais do que queria, mas não é o meu ponto de partida. O que sei é que, se formos mais fortes dentro do campo, será mais difícil não sermos vitoriosos.»
«Se houver momentos em que tiver de falar, falarei. Mas espero de mim próprio que seja dentro dos limites e que seja capaz de agregar algo ao Benfica e também ao futebol português. Gostaria que isso acontecesse. Espero não errar nesse processo, na comunicação, na liderança e no relacionamento com todos os agentes. Mas não prometo que seja sempre perfeito. É um objetivo meu.»
Fonte: TVI






