O MARASMO prevalece e o jejum “tricolor” mantém-se. Desde 8 de Dezembro de 2019 que o Maxaquene não ganha no Moçambola, sendo que essa data marcou a despromoção do gigante da baixa da fina-flor do futebol nacional.
Ontem tudo indicava para a quebra de jejum, mas um remate certeiro de Elias Macamo adiou a festa do Maxaquene que se contentou com um frustrante empate.
Aflito, ontem, o Maxaquene precisava rapidamente das vitórias e começou o jogo naturalmente com todas as atenções viradas ao ataque. Logo no primeiro lance, Dinis, após uma fuga pela direita, numa transição rápida, atrasou o esférico para Wesley que à entrada da área encheu o pé, mas com seu tiro a sair ligeiramente por cima.
Entrada em força dos “tricolores” que pouco depois viram Valdo a desperdiçar duas oportunidades claras de visar com êxito a baliza de Wiilson.
A essas alturas a equipa de Inhambane jogava na expectativa, uma timidez que chegou até a adormecer o Maxaquene, então dominante na contenda.
Com o andar do tempo, os “hidrocarbonetos” foram assentando o seu jogo, com Milton como municiador, Elias e Dilson a serem a dor de cabeça da defesa “maxaca”.
Apesar da falta de jogadas de golo iminente, o Vilankulo conseguiu “arrendar” o último reduto “tricolor” nos derradeiros minutos da primeira metade, numa fase em que o Maxaquene sentia muitas dificuldades para assentar o seu futebol, mesmo com muita vontade de fazer o melhor.
Sem golos, Armindo Chochota apitou para o intervalo.
No reatamento, a toada não mudou. O Maxaquene voltou a ser a equipa mais ameaçadora nos instantes iniciais, sendo que desta vez viu- se compensado.
Decorriam 63 minutos, quando Leo despejou a bola na pequena área, onde apareceu Jafete a dar um toque subtil, fazendo o 1-0, para o gáudio da massa associativa “tricolor” que se fez em bom número a Tchumene.
O que se seguiu foi um jogo de contenção por parte do Maxaquene, que se viu obrigado a baixar as linhas perante a crescente pressão dos visitantes que buscavam pelo empate.
E porque as linhas eram mesmo baixas, o Vilankulo acreditou, sendo que depois de alguns falhanços, com o Kwali, aos 80 minutos, com o mais flagrante, os “hidrocarbonetos” acabariam por empatar pouco depois (83′) por Elias, que livre de marcação, numa área do Maxaquene povoada, teve tempo e espaço para dominar e rematar colocado para o 1-1.
É um golo que de certa forma desnorteou o Maxaquene que só não sofreu reviravolta por um triz.
A igualdade prevaleceu, os “tricolores” viram-se castigados por aquilo que deixaram de fazer, nomeadamente a capitalização das oportunidades criadas e uma melhor gestão da vantagem que tiveram por 20 minutos na etapa complementar.
No global, o empate assenta como uma luva na mão, numa partida bem dirigida por Armindo Chochota e seus pares.
Fonte: Jornaldesafio






