InícioRevistaTecnologiaMemória Chinesa é um caso sério e pode mudar o jogo

Memória Chinesa é um caso sério e pode mudar o jogo

Como já dissemos nas últimas semanas, a produção de memória na China não vai salvar o mercado de imediato. Os preços continuam altos. Afinal de contas, toda a gente gosta de fazer dinheiro, até os chineses. Mas… Pode mudar o jogo daqui para a frente.

As três grandes do mundo da produção de memória (SK Hynix, Micron e Samsung) têm agora um rival enorme a crescer a um ritmo absurdo. Por isso, depois da crise, as contas podem ficar complicadas para o lado delas. É mais um exemplo de hipotecar o futuro pelo lucro imediato.

Uma fabricante de memórias chinesa chamada CXMT cresceu a um ritmo avassalador e está prestes a apanhar a Micron na curva.

cxmt, ram, memória

Se há coisa que os chineses têm, é sentido de oportunidade.

Afinal de contas, em 2020, a CXMT era uma perfeita desconhecida que produzia uns tímidos 40 mil wafers de memória por mês. Avançamos para o final de 2025 e os gajos fecharam o trimestre com uma capacidade de 720 mil wafers. Agora, a projeção para o final deste ano de 2026 é que consigam meter no mercado perto de 375 mil wafers mensais. Isto coloca a sua capacidade de produção taco a taco com a norte-americana Micron.

Sim, a memória desta fabricante ainda não está ao nível das outras, e o seu preço não é assim tão mais baixo. Mas o investimento nas linhas de produção é um caso sério e, a este ritmo… Bem… O futuro poderá ser bem diferente.

As marcas estão a apostar cada vez mais em memória desta fabricante e, se tudo correr bem, é mais um nome gigante a dar cartas no mercado, retirando quota de mercado às outras.

É preciso ter em conta que as crises não duram para sempre. Por isso, a “jogada” de limitar a produção durante anos para inflacionar preços pode acabar por ser um problema num futuro bem próximo para o trio do costume.

Aqui vale a pena dizer que grandes nomes como a Corsair, ou até a própria Apple, já andam a implementar ou a testar memória desta fabricante chinesa. E são apenas as primeiras.

Tu por aí, o que pensas desta subida meteórica da China no mercado das memórias? Achas que esta concorrência vai finalmente obrigar a Samsung e a Micron a baixar os preços das RAMs novos, ou eles vão continuar a ignorar o mercado de consumo tradicional? Partilha connosco a tua opinião na caixa de comentários em baixo.

 

Fonte: Zero Zero

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