Maputo, 21 Jul (AIM) – O Governo quer transformar o turismo de conservação num dos principais atractivos de captação de investimento apostando na riqueza da biodiversidade para diferenciar Moçambique dos restantes destinos turísticos da região e do mundo.
A visão foi apresentada hoje, em Maputo, pelo Secretário de Estado do Turismo, Frexon Bacar, durante a abertura do ciclo de debates “A Caminho do Mozambique Tourism Summit”, iniciativa promovida pela Agência de Desenvolvimento do Turismo (ADTUR), dirigida por Hélder Jauana, em parceria com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).
Segundo Bacar, o Governo pretende elevar o turismo de conservação ao centro da estratégia nacional de promoção do país, valorizando as áreas protegidas e a extraordinária diversidade de fauna e flora como factores de atracção de investidores e visitantes.
“Queremos vender o potencial do turismo de conservação. Para além do sol e praia, o país pode oferecer aos turistas uma experiência única, assente na nossa rica biodiversidade”, afirmou.
O governante recordou que a primeira edição do Mozambique Tourism Summit, realizada em 2024, na cidade de Vilankulo, província de Inhambane, zona sul, marcou uma nova etapa na definição das prioridades para o desenvolvimento do sector.
Desse encontro resultou um conjunto de recomendações e uma matriz de acompanhamento das orientações deixadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo destinada a acelerar as reformas consideradas essenciais para desbloquear o potencial turístico nacional.
“Há cinco orientações deixadas pelo Chefe do Estado no último Summit e produzimos uma matriz de acompanhamento, tendo em conta a sua importância para impulsionar o desenvolvimento do turismo”, explicou.
Na sua intervenção, o antigo ministro do Turismo, Fernando Sumbana, defendeu que o Mozambique Tourism Summit deve afirmar-se como uma plataforma de promoção de negócios e captação de investimento, sobretudo para as áreas de conservação.
Para Sumbana, o evento deve produzir resultados concretos para o sector, aproximando investidores, operadores turísticos e decisores públicos.
“Este evento não deve ser um espaço de debate filosófico. Deve ser um espaço de manifestação de interesse e de captação de investimento para o turismo”, afirmou.
O antigo governante sublinhou que Moçambique possui vantagens competitivas difíceis de replicar noutros mercados, sobretudo pela possibilidade de oferecer experiências que combinam praias de elevada qualidade com reservas naturais e vida selvagem.
“Sol e praia os turistas podem encontrar em muitos países. Mas as nossas áreas de conservação são únicas. Só em Moçambique é possível desfrutar, em simultâneo, de praias paradisíacas e de fauna bravia de excelência”, frisou.
A primeira edição do Mozambique Tourism Summit, realizada em 2024, em Vilankulo, reuniu representantes do Governo, investidores, operadores turísticos, parceiros de cooperação e especialistas nacionais e estrangeiros.
O encontro debateu os principais desafios do sector e definiu prioridades para aumentar a competitividade do destino Moçambique.
Entre os temas centrais estiveram a melhoria do ambiente de negócios, a promoção do investimento privado, o reforço da conectividade aérea, a valorização das áreas de conservação, a qualificação dos recursos humanos e a promoção internacional do destino.
O evento terminou com o compromisso do Governo de acompanhar a implementação das recomendações e acelerar as reformas consideradas estratégicas para o crescimento sustentável do turismo.
(AIM)
Paulino Checo
Fonte: aimnews






