Maputo, 21 Jul (AIM) – O presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Lucas Chachine, apelou esta terça-feira à delegação da Região Administrativa Especial de Macau, em visita ao país, para apoiar a pesquisa e o fortalecimento das relações económicas e comerciais entre Moçambique, a China e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Falando durante um encontro com a delegação chinesa, Chachine apelou ao apoio de Macau na identificação de empresários e parceiros na China continental e em Macau, com vista a reforçar a cooperação empresarial e atrair novos investimentos para Moçambique.
Afirmou que a CCM está comprometida com a promoção dos interesses empresariais de Moçambique nos mercados externos e com a mobilização de investimentos para Moçambique e Macau.
“Assumimos o compromisso de trabalhar para fortalecer as pequenas, médias e grandes empresas, por acreditarmos que constituem o verdadeiro motor da economia”, declarou.
Acrescentou que a actuação da CCM está alinhada com a estratégia do Governo, centrada no aumento da produção nacional, industrialização, criação de emprego e desenvolvimento da economia.
Apesar das potencialidades de Moçambique, Chachine reconheceu que o país continua a enfrentar elevados níveis de pobreza, defendendo que a cooperação com a China poderá contribuir para impulsionar a produção e o desenvolvimento económico.
“Sabemos como a China conseguiu desenvolver-se em pouco tempo e tornou-se uma potência mundial. A vossa experiência poderá ajudar as empresas moçambicanas a produzir com mais qualidade e competitividade”, afirmou.
O presidente da CCM defendeu ainda que uma parceria sustentável entre Moçambique e a China deve assentar em relações equilibradas e mutuamente vantajosas.
Destacou sectores com elevado potencial de cooperação, como agricultura, agro-negócio, agro-indústria, turismo, logística, economia azul e indústria automóvel.
Recordou igualmente que os portos e corredores de desenvolvimento de Moçambique servem vários países da região, entre os quais África do Sul, Zimbabwe, Malawi, Botswana e República Democrática do Congo, reforçando a importância estratégica do país para o comércio regional.
Segundo o dirigente, a Câmara de Comércio de Moçambique, fundada em 1980, conta actualmente com mais de 1.300 membros, entre empresários, pequenas, médias e grandes empresas dos sectores da agricultura, pesca, florestas, turismo, aviação, mineração e outras áreas de actividade económica.
A instituição dispõe de 28 delegações distribuídas por África, Europa, Ásia e Médio Oriente, criadas para aproximar as empresas moçambicanas dos mercados internacionais e captar novas oportunidades de investimento.
A delegação chinesa que participou do encontro é chefiada por Sam Lei, vogal do Conselho de Administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento da Região Administrativa Especial de Macau.
(AIM)
MR/pc
Fonte: aimnews





