Moçambique vai contar, a partir de 2028, com uma unidade especializada em cirurgias, que se espera que reduza o actual tempo de espera dos doentes para intervenção cirúrgica.
O Centro Cirúrgico Nacional, que terá uma capacidade de 14 salas de cirurgia e uma enfermaria com 456 camas, apresenta-se como parte da reforma em curso do Sistema Nacional de Saúde.
“Durante muitos anos, muitos cidadãos moçambicanos que necessitam de procedimentos cirúrgicos complexos foram obrigados a procurar tratamento fora do País – África do Sul, Portugal, Índia, entre outros países –, através de juntas médicas com custos elevados para as famílias e para o Estado moçambicano. Longos períodos de espera e, sobretudo, com o sofrimento que acompanha a doença e a separação dos seus familiares. Não queremos que a doença obrigue o moçambicano a procurar no estrangeiro aquilo que o seu próprio país pode e deve oferecer. A construção deste centro nacional, ou melhor, Centro Cirúrgico Nacional, nasce para mudar esta realidade”, afirmou Daniel Chapo.
Chapo, que falava após o lançamento da primeira pedra para o arranque das obras que vão durar dois anos, referiu-se a uma infra-estrutura tecnologicamente avançada.
“O Centro Cirúrgico Nacional, cuja primeira pedra hoje lançamos, foi concebido segundo elevados padrões internacionais. Como vimos no projecto, teremos aqui salas operatórias modernas, equipadas com tecnologia de última geração, área especializada para recuperação pós-anestesia, serviço avançado de esterilização, sistemas rigorosos de controlo de infecções, equipamentos de monitorização permanente e espaços concebidos para assegurar elevados níveis de segurança clínica.”
Diante de profissionais de saúde e gestores, o Chefe do Estado assumiu o compromisso de investir na qualidade tecnológica da infra-estrutura, como forma de garantir que “os profissionais, ao regressarem ao País, encontrem a mesma tecnologia no seu país de origem e possam mostrar as suas qualidades e capacidades profissionais”.
O Presidente da República prometeu mais. “Continuaremos a investir na formação e valorização dos nossos médicos, enfermeiros, anestesiologistas, técnicos de saúde e demais profissionais que diariamente dedicam a sua vida ao serviço do povo moçambicano.”
O empreendimento está orçado em 41,60 milhões de dólares, dos quais 40,5 milhões provenientes do governo chinês. Chapo diz que o acto reforça a cooperação entre os dois países.
“Aquelas viagens que o chefe do Estado tem feito e dizem que está a viajar muito, o resultado está aqui. Já explicamos que não há nenhum pai que pode trazer comida em casa sem sair de casa. Tem que sair todos os dias para ir trabalhar, por forma de trazer comida na mesa da sua família. E um chefe do Estado é um pai que tem que se preocupar com o seu povo. E este é o resultado para a melhor saúde para o povo moçambicano.”
O parceiro chinês afirma que o financiamento é parte da sua contribuição na saúde em Moçambique. Quem o diz é a embaixadora da China em Moçambique.
“A China sempre colocou a saúde do povo numa posição prioritária e atribuiu elevada importância ao apoio ao desenvolvimento do sector da saúde em Moçambique. Desde o envio de equipas médicas chinesas, passando pela cooperação no combate à COVID-19, até à formação contínua de profissionais de saúde e o fornecimento de equipamentos médicos e medicamentos”, disse Zheng Xuan.
A infra-estrutura será erguida no recinto do Hospital Central de Maputo.
Fonte: O País


