Resumo
Os promotores do Campeonato do Mundo de MotoGP e os cinco construtores - Aprilia, Ducati, Honda, KTM e Yamaha - acordaram a participação das marcas na competição até 2031, com distribuição de receitas e movimentações de pilotos a partir de 2027. O compromisso histórico formaliza a base comercial por cinco anos, envolvendo negociações entre os construtores, a associação MSMA, o promotor Sports Entertainment Group (SEG), o grupo Liberty Media e a família Ezpeleta. Cada equipa deverá receber cerca de oito milhões de euros anuais provenientes das receitas. Estão previstas alterações no modelo das equipas a partir de 2027, com cada formação a ter direito a uma mota por piloto e a reforçar a estratégia de marketing. O acordo também implica mudanças no mercado de pilotos, com transferências esperadas, como Pedro Acosta para a Ducati e Fabio Quartararo para a Honda.
Este compromisso com Aprilia, Ducati, Honda, KTM e Yamaha prevê, ainda, a distribuição de receitas provenientes dos direitos televisivos, patrocinadores e circuitos, à semelhança do que acontece na Fórmula 1.
A nova base comercial formaliza o compromisso dos cinco construtores por um período de cinco anos e deverá permitir a oficialização dos movimentos de pilotos entre equipas a partir de 2027.
As negociações decorreram durante várias semanas e envolveram os construtores, reunidos na associação MSMA, o promotor do MotoGP, Sports Entertainment Group (SEG), o novo proprietário dos direitos comerciais, o grupo norte-americano Liberty Media, também dono da Fórmula 1, e a família espanhola Ezpeleta.
«Obrigado aos cinco construtores por terem tornado isto possível», afirmou Carlos Ezpeleta, diretor desportivo do MotoGP, numa conferência de imprensa realizada à margem dos primeiros treinos do Grande Prémio da República Checa, em Brno, que se disputa este fim de semana.
Carmelo Ezpeleta, diretor-geral do MotoGP SEG, considerou que «este dia marca um ponto de viragem para o MotoGP» e apontou para um «crescimento mundial» do campeonato. Já Massimo Rivola, diretor da Aprilia e presidente da MSMA, classificou o acordo como «um dia histórico».
De acordo com a imprensa especializada, cada equipa deverá receber cerca de oito milhões de euros por ano provenientes das receitas de televisão, patrocinadores e circuitos.
A partir de 2027, estão também previstas alterações no modelo de funcionamento das equipas, com cada formação a passar a ter direito apenas a uma mota por piloto e a ser chamada a reforçar a sua estratégia de marketing e comunicação, à semelhança do que já acontece na Fórmula 1.
No plano técnico, o MotoGP já tinha anunciado uma mudança significativa para 2027, com a redução da cilindrada das motos de 1.000 para 850 centímetros cúbicos, por razões de segurança e ambientais.
O novo acordo deverá igualmente abrir caminho à oficialização de várias mudanças no mercado de pilotos. Entre os movimentos esperados está a transferência do espanhol Pedro Acosta, atualmente na KTM, para a Ducati, marca em que deverá formar dupla com o compatriota Marc Márquez, sete vezes campeão do mundo de MotoGP.
Alex Márquez, irmão mais novo de Marc Márquez, deverá deixar a Ducati-Gresini para rumar à KTM, juntamente com o italiano Fabio Di Giannantonio, da Ducati-VR46. Já Francesco «Pecco» Bagnaia deverá sair da Ducati para representar a Aprilia.
O francês Fabio Quartararo, atualmente na Yamaha, é apontado à Honda, enquanto o espanhol Jorge Martín, da Aprilia, e o japonês Ai Ogura, da Aprilia-Trackhouse, deverão seguir para a Yamaha.
Fonte: CNN Portugal




