Resumo
O Brasil chega ao Mundial de 2026 com a ambição de conquistar o sexto título, liderado por jogadores como Vinícius Júnior, Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães. Sob o comando de Carlo Ancelotti, procuram combinar ofensividade com organização. Marrocos, após a histórica campanha em 2022, mantém expectativas elevadas, liderados por Achraf Hakimi e Sofyan Amrabat. Com Mohamed Ouahbi, procuram manter a solidez defensiva e aumentar a iniciativa ofensiva. Já a Escócia destaca-se pela intensidade, organização e compromisso competitivo, consolidando o seu regresso ao panorama internacional.
Os leões do Atlas após a histórica campanha no Mundial de 2022, quando se tornou a primeira seleção africana a atingir as meias-finais da competição, Marrocos chega a 2026 com expectativas mais elevadas do que nunca. A equipa tem vindo a confirmar que o sucesso alcançado no Catar não foi obra do acaso e consolidou-se como uma das seleções mais fortes do continente africano. O grupo mantém grande parte da base, combinando experiência internacional com uma geração de enorme qualidade técnica. Achraf Hakimi continua a ser a principal figura da equipa, destacando se pela capacidade ofensiva e liderança. Sofyan Amrabat mantém um papel fundamental no equilíbrio do meio-campo, enquanto jogadores como Brahim Díaz e Ayyoub Bouaddi acrescentam criatividade e poder de finalização, destacando ainda a solidez e eficácia entre os postes de Bounou. Sob a liderança recente de Mohamed Ouahbi, campeão mundial de sub 20, terá a dificil tarefa de suceder a Hoalid Regragui que liderou Marrocos durante quatro anos apostando numa estrutura tática sólida, organizada e extremamente competitiva, alternando entre o 4-3-3 e 4-2-3-1. A capacidade defensiva, num bloco de linhas compactas, continua a ser uma das suas maiores forças, sentindo-se confortáveis sem bola, embora a equipa procure agora assumir mais iniciativa ofensiva.
Atingem a nona participação em Mundiais, a primeira deste século, sem nunca terem passado a fase de grupos, num dos melhores momentos da sua história recente, consolidando o regresso ao panorama internacional. A seleção escocesa construiu uma identidade muito própria, baseada na intensidade, organização coletiva e enorme compromisso competitivo. A campanha de qualificação voltou a demonstrar a evolução do grupo e a capacidade para competir de igual para igual com adversários de elevado nível, vencendo o grupo com Dinamarca e Grécia como principais adversários. O lateral Andrew Robertson continua a ser o capitão e principal líder da equipa, trazendo experiência e qualidade pelo corredor esquerdo. No meio-campo, Scott McTominay tem sido uma figura decisiva, enquanto John McGinn acrescenta criatividade e personalidade ao setor ofensivo. O selecionador Steve Clarke, desde 2018, foi uma das peças fundamentais na transformação da equipa, implementando um modelo pragmático e eficiente que valoriza a consistência defensiva sem abdicar da agressividade ofensiva, num 4-3-3, apesar da ausência evidente de um avançado centro e alguma falta de criatividade e dinamismo no último terço.
Regressam cinquenta e dois anos depois da única presença e protagonizaram uma das histórias mais interessantes deste Mundial, ao garantir a presença numa fase final através de um percurso marcado pela superação e crescimento sustentado. A seleção caribenha continua longe do estatuto das principais equipas da região, mas conseguiu afirmar-se graças a uma geração competitiva e cada vez mais experiente. O grande destaque da equipa continua a ser Duckens Nazon, avançado que alia capacidade física, mobilidade e experiência internacional, ao seu lado, Frantzdy Pierrot e Lenny Joseph, combativos e agressivo com e sem bola. A dupla de médios Danley Jean Jacques e Jean-Ricner Bellegarde assumem papéis importantes numa equipa que aposta muito na velocidade e nas transições rápidas para surpreender adversários teoricamente superiores. Sob a orientação do técnico francês Sébastien Migné, desde 2024, desenvolveram uma identidade baseada na organização coletiva, disciplina tática e espírito de sacrifício. Apresentam-se maioritariamente em 4-4-2, num processo defensivo com algumas debilidades táticas evidentes no número de remates e ocasiões de golo que concedem aos adversários.
Fonte: TVI






