InícioInternacionalMundial 2026: Países Baixos-Japão, 2-2 (crónica)

Mundial 2026: Países Baixos-Japão, 2-2 (crónica)

Resumo

No Mundial 2026, os Países Baixos empataram 2-2 com o Japão num jogo tenso. Van Dijk abriu o marcador para os Países Baixos, mas Nakamura empatou rapidamente para o Japão. Summerville colocou os neerlandeses novamente em vantagem, mas o Japão empatou nos últimos minutos com um golo de canto de Ogawa e Kamada. O jogo foi marcado pela defesa sólida do Japão e pela luta intensa das duas equipas, com momentos de perigo em ambas as balizas. O empate final refletiu a determinação de ambas as equipas em campo, num confronto equilibrado e emocionante.

Fez, no último sábado, 12 anos que Robin Van Persie apontou, numa goleada frente à Espanha, o golo que o eternizou como o «Voador Holandês». Só que na estreia no Mundial 2026, as alturas causaram vertigens aos Países Baixos, que deixaram escapar a vitória frente ao Japão num improvável lance aéreo em cima do minuto 90. E uma sensação de justiça abateu-se sobre Dallas.

Em campo, duas ideias em conflito permanente. Os Países Baixos, mais equipa quando detinham a bola, tocavam-na a seu bel-prazer (fizeram mais do dobro dos passes dos nipónicos na primeira parte), procuravam espaços e, sobretudo, dominavam territorialmente.

Os seus jogadores moviam-se com grande liberdade, em especial o trio da frente, mas bateram quase sempre na muralha erguida pelos japoneses à frente da sua baliza.

Fiel aos seus princípios, o Japão deu uma lição de bem defender na primeira parte, assente na entrega e na entreajuda que são parte da sua herança cultural.

É certo que as coisas podiam ter sido bem diferentes se, aos quatro minutos, o “míssil” de Malen, disparado em plena área nipónica, não tivesse sido parado por Zion Suzuki.

Só que a história faz-se de factos, não de suposições, e o Japão agarrou-se a esse pragmatismo. E depois de tanto resistir, também “cheirou” o golo quando parecia mais interessado em que a primeira parte terminasse.

Na reta final do primeiro tempo, Nakamura e Ueda lançaram o pânico na área neerlandesa, mas falharam invariavelmente o alvo. Aliás, remates enquadrados só dos que vestiam de laranja, três no total, ainda que nenhum dos outros dois tenha tido mesmo impacto do que o de Malen a abrir.

Num jogo tão amarrado quanto este, as bolas paradas ganham maior peso, e foi dessa forma que os Países Baixos o desbloquearam pelo seu capitão, Van Dijk. Um líder chega-se à frente sempre que a situação o exige.

O capitão van Dijk adiantou os Países Baixos 🫡#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #PaísesBaixos #Japão #betano pic.twitter.com/Si3B4vFIYM

O Japão pareceu algo atordoado com o que o recomeço do jogo lhe trouxe, mas conseguiu o mais difícil: empatar de pronto, pelo incansável ala canhoto Nakamura, que foi à área adversária fazer o 1-1 com o seu pior pé, o direito.

Nakamura restabeleceu o empate 🇯🇵#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #PaísesBaixos #Japão #betano pic.twitter.com/TlDYp2dWVg

O ritmo não abrandava, o perigo rondava as duas balizas e o 2-1 não tardou. Caiu para o lado neerlandês, com nota artística, assinado por Summerville. Aos 64 minutos, um duelo em constante sobreaquecimento ameaçava um desfecho incontrolável.

A segunda parte está de loucos 🔥
 

Summerville faz o segundo dos neerlandeses!#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #PaísesBaixos #Japão #betano pic.twitter.com/W35aeVmweF

 

E foi o que aconteceu. Com o minuto 90 ao virar da esquina, o Japão fez o 2-2 na sequência de um pontapé de canto, apontado a meias entre Ogawa e Kamada. Como a bola desviou por último no médio do Crystal Palace, o golo foi-lhe atribuído.

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p lang="pt">Segunda parte eletrizante termina com empate a duas bolas 🇯🇵🇳🇱#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #PaísesBaixos #Japão #betano pic.twitter.com/UkG43pp6M7

Os Países Baixos bem que se podem penitenciar por este desfecho, pelas ocasiões que desperdiçaram para o fechar atempadamente e pela forma como Ronald Koeman decidiu abordar taticamente os últimos minutos. Mas o Japão não tem qualquer culpa nisso. Fez pela vida e por merecer a fortuna que teve. O futebol é muito isto.

Fez quilómetros no flanco esquerdo do Japão, dando luta a Summerville e Dumfries a defender e ajudando a criar desequilíbrios nos momentos ofensivos. Começou por ameaçar em cima do intervalo, com um remate rasteiro que saiu a rasar o poste, e acabou por marcar aos 57 minutos, na altura para fazer o 1-1. Incansável, esteve em grande parte dos bons momentos dos nipónicos no jogo.

Na fase do tudo ou nada dos japoneses, o selecionador Hajime Moriyasu apostou em Ogawa para o ataque e deve ter sentido que lhe saiu o jackpot quando viu o avançado festejar o 2-2. A FIFA acabou por atribuir o golo a Kamada, por ter tocado na bola antes de esta entrar na baliza neerlandesa, mas para o Japão, e também para Ogawa, isso pouco importará. O ponto a abrir vale muito mais do que uma tecnicalidade.

 

Fonte: TVI


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