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Mundial 2026 Produziu Multidões E Receitas — Mas Quem Ficou Com O Valor?

Quando a final do Campeonato Mundial de Futebol FIFA 2026 for disputada, no domingo, 19 de Julho, em Nova Iorque–Nova Jérsia, terminará a maior competição alguma vez organizada pela entidade que governa o futebol mundial.

Durante 39 dias, 48 selecções disputaram 104 partidas em 16 cidades dos Estados Unidos, México e Canadá. A expansão do formato acrescentou 16 equipas e 40 jogos em relação ao Mundial do Qatar, ampliando as oportunidades comerciais, o volume de bilhetes, as transmissões televisivas, as deslocações e o consumo associado ao evento. 

A escala foi efectivamente histórica. A assistência ultrapassou cinco milhões de espectadores ainda na fase inicial da eliminatória, tornando esta a primeira edição do Mundial a atingir essa marca. Apenas os 72 jogos da fase de grupos reuniram cerca de 4,6 milhões de pessoas, enquanto os festivais oficiais de adeptos receberam mais de 5,5 milhões de visitantes durante a mesma fase. 

Mas multidões, hotéis cheios em dias específicos e restaurantes movimentados não são suficientes para provar que um megaevento produziu um retorno económico líquido positivo.

O verdadeiro rescaldo começa quando se procura responder a uma questão mais exigente: depois de descontados os custos públicos, a deslocação de turistas habituais, as importações necessárias, os lucros remetidos para o exterior e os investimentos temporários, quanto valor económico permaneceu efectivamente nas cidades e nos países anfitriões?

FIFA Surge Como A Vencedora Financeira Mais Clara

A arquitectura económica do Mundial atribui à FIFA o controlo das principais fontes globais de receita: direitos televisivos, patrocínios, licenciamento, bilhética, hospitalidade e parcerias comerciais.

A Reuters Breakingviews estima que os direitos de transmissão, patrocínios e outras parcerias ligadas ao torneio possam gerar aproximadamente 13 mil milhões de dólares para a FIFA. Embora parte destes recursos seja posteriormente redistribuída pelo sistema futebolístico, a parcela central das receitas comerciais não pertence às cidades que recebem os jogos. 

A FIFA aprovou uma contribuição total de 727 milhões de dólares para as associações participantes, dos quais 655 milhões correspondem a prémios. A selecção campeã receberá 50 milhões de dólares, a finalista vencida 33 milhões, enquanto cada uma das 48 federações qualificadas tem garantidos pelo menos 10,5 milhões, incluindo o apoio à preparação. 

Esta redistribuição beneficia federações nacionais e pode financiar selecções, formação, infra-estruturas e desenvolvimento do futebol. Contudo, não altera a assimetria fundamental entre o organizador e os territórios anfitriões.

As cidades disponibilizam segurança, transportes, gestão de multidões, serviços médicos, espaços públicos, alterações operacionais e, em alguns casos, adaptações dos estádios. A FIFA conserva grande parte das receitas internacionais de maior margem.

É esta estrutura que explica por que razão um torneio pode ser extremamente lucrativo para o organizador sem produzir, necessariamente, um retorno equivalente para cada cidade anfitriã.

As Projecções Variam Entre Um Boom E Um Impulso Modesto

Antes do torneio, um estudo promovido pela FIFA e pela Organização Mundial do Comércio estimou que o Mundial poderia contribuir com até 40,9 mil milhões de dólares para o PIB mundial, gerar 8,28 mil milhões de dólares em benefícios sociais e apoiar cerca de 824 mil empregos equivalentes a tempo inteiro.

Somente nos Estados Unidos, o modelo projectava 30,5 mil milhões de dólares de produção económica, 17,2 mil milhões de dólares de contribuição para o PIB e 185 mil empregos equivalentes a tempo inteiro. 

Estes números são expressivos, mas não representam dinheiro líquido depositado nas contas públicas ou lucros directamente recebidos pelas empresas anfitriãs.

O estudo utiliza uma metodologia que agrega efeitos directos, indirectos e induzidos. Para além do gasto inicial dos visitantes e organizadores, estima compras realizadas aos fornecedores, rendimentos pagos aos trabalhadores e o consumo posteriormente gerado por esses rendimentos.

O risco desta abordagem é contabilizar como benefício parte da actividade que teria ocorrido mesmo sem o Mundial ou apresentar como impacto novo despesas que apenas foram transferidas de outros sectores, cidades ou períodos.

Uma análise da Allianz Trade produz uma estimativa substancialmente mais moderada. A instituição calcula que o efeito adicional sobre o PIB das três economias anfitriãs durante Junho e Julho poderá rondar 9,1 mil milhões de dólares: 6,1 mil milhões nos Estados Unidos, 1,7 mil milhões no México e 1,3 mil milhões no Canadá. 

A diferença entre 40,9 mil milhões e 9,1 mil milhões não significa necessariamente que uma das estimativas esteja errada. As duas medem universos e horizontes distintos.

A projecção mais elevada procura captar repercussões globais e efeitos multiplicadores mais amplos. A estimativa conservadora concentra-se no impulso de curto prazo sobre as economias anfitriãs, deduzindo parte do turismo e do consumo deslocados.

É precisamente esta diferença que demonstra como os números de impacto económico devem ser interpretados com cautela.

O Turismo Foi O Principal Canal De Transmissão

A Allianz Trade estima que o torneio tenha gerado cerca de oito mil milhões de dólares em despesas turísticas adicionais na América do Norte, dos quais 5,4 mil milhões nos Estados Unidos, 1,4 mil milhões no México e 1,2 mil milhões no Canadá.

Os visitantes internacionais teriam permanecido, em média, entre oito e dez dias, gastando em alojamento, restauração, transportes locais, comércio e entretenimento. 

Os primeiros indicadores confirmam algum aumento da actividade. Nas três semanas terminadas em 27 de Junho, as despesas presenciais de titulares de cartões norte-americanos em restaurantes e bares cresceram 5,3% nas cidades anfitriãs, contra 3,8% nas restantes cidades dos Estados Unidos.

Houston registou uma subida de 17,3% nas chegadas de passageiros cujo destino final era a cidade durante Junho. 

Os festivais de adeptos também alargaram os efeitos para além dos estádios. Milhões de pessoas consumiram bebidas, alimentação, transportes, entretenimento e produtos associados ao evento, incluindo residentes que não adquiriram bilhetes para os jogos.

O Mundial gerou ainda actividade em cidades que não receberam partidas. Restaurantes e bares organizaram transmissões colectivas, campanhas temáticas e eventos, transformando o torneio num impulso comercial distribuído por vários mercados. 

Porém, o turismo adicional deve ser distinguido do turismo substituído.

Nem Todo Adepto Representa Um Visitante Adicional

Os megaeventos tendem a afastar uma parte dos turistas habituais, das viagens empresariais e dos residentes que evitam zonas congestionadas ou preços elevados.

Los Angeles, Nova Iorque e Miami já possuem elevada procura turística durante o Verão. Um adepto do futebol que ocupa um quarto de hotel pode estar a substituir, e não a acrescentar, outro visitante que teria viajado para a cidade em circunstâncias normais.

A literatura económica designa este fenómeno por efeito de deslocação ou crowding out.

A Allianz observa que, no Mundial da África do Sul de 2010, apenas cerca de 310 mil turistas estrangeiros adicionais puderam ser directamente associados ao torneio, perante uma base anual de aproximadamente oito milhões de visitantes. Na Rússia, em 2018, a composição dos turistas mudou, mas o volume total não cresceu substancialmente em relação ao ano anterior. 

O Mundial de 2026 confirmou alguns destes sinais. As cidades registaram procura elevada em torno das partidas mais importantes, mas os benefícios não foram uniformes durante as seis semanas do evento.

A concentração temporal é relevante: um hotel pode cobrar tarifas extraordinárias durante duas ou três noites e continuar com ocupação abaixo do esperado no restante período.

Alojamento Produziu Vencedores E Perdedores Diferentes

O alojamento revelou uma das principais redistribuições internas do torneio.

As plataformas de arrendamento de curta duração captaram uma parcela importante da procura. Dados citados pelo Financial Times indicam que mais de 52 mil novos alojamentos de curta duração foram disponibilizados nas cidades anfitriãs em comparação com Junho do ano anterior, elevando a oferta em cerca de 12%.

Os hotéis aumentaram as tarifas médias em aproximadamente 20%, mas registaram uma ligeira redução da ocupação. 

Isto mostra que a procura não desapareceu; distribuiu-se de forma diferente.

As famílias e os proprietários que disponibilizaram quartos e habitações obtiveram novas fontes de rendimento. As plataformas digitais beneficiaram das comissões. Os hotéis, sobretudo fora do segmento de luxo e das zonas imediatamente próximas dos estádios, captaram menos procura do que antecipavam.

Antes do início da competição, associações hoteleiras norte-americanas já tinham revisto em baixa as previsões, apontando preços excessivos, dificuldades de viagem, custo dos bilhetes e substituição por alojamento alternativo. 

Esta experiência contém uma lição empresarial: aumentar preços com base em expectativas de escassez pode estimular rapidamente nova oferta e afastar consumidores.

Bilhetes Caros Aumentaram Receitas, Mas Reduziram A Inclusão

A política de bilhética maximizou receitas em algumas fases, mas suscitou controvérsia sobre acessibilidade, transparência e equilíbrio entre adeptos comuns e clientes corporativos.

A FIFA disponibilizou bilhetes para a final a preços que chegavam a 7.380 dólares nas categorias intermédias, enquanto lugares superiores e pacotes de hospitalidade ultrapassaram largamente esse valor. No mercado oficial de revenda, foram registadas ofertas por valores ainda mais elevados. 

Preços elevados podem aumentar a receita por espectador, mas produzem efeitos económicos contraditórios.

Um adepto que gasta milhares de dólares no bilhete pode reduzir despesas com alojamento, alimentação, entretenimento e comércio local. Outro pode desistir completamente da viagem. Parte do rendimento que poderia circular pela economia anfitriã é transferida para a bilhética e hospitalidade controladas pelo organizador.

A expansão dos festivais gratuitos ou de custo reduzido funcionou, neste contexto, como mecanismo de inclusão económica e social. Em Atlanta, mais de 450 mil pessoas participaram no festival oficial, mostrando que a experiência colectiva não ficou inteiramente dependente do acesso aos estádios. 

O Emprego Ficou Aquém Das Expectativas Iniciais

Os megaeventos são frequentemente promovidos através da promessa de criação de emprego.

Contudo, uma parte significativa desses postos é temporária, parcial ou corresponde a horas adicionais em empresas que já operavam. É diferente criar um emprego permanente numa nova indústria e contratar pessoal durante algumas semanas para segurança, restauração ou organização de eventos.

A Reuters Breakingviews assinalou que a criação de até 40 mil empregos relacionados com o torneio, antecipada por economistas do Bank of America, ainda não se tinha materializado de forma evidente durante a competição. 

As estimativas elevadas apresentadas nos estudos de impacto são expressas em empregos equivalentes a tempo inteiro ou anos de trabalho. Isso significa que vários contratos curtos podem ser agregados para formar um único emprego estatístico anual.

O Mundial gerou efectivamente trabalho em segurança, transportes, alimentação, produção televisiva, limpezas, comércio, alojamento e entretenimento. Mas o seu legado laboral dependerá de quantas destas oportunidades se transformarão em competências, empresas, carreiras e actividade permanente depois do torneio.

A Grande Vitória Foi Não Construir Estádios Novos

O aspecto economicamente mais distintivo do Mundial de 2026 poderá estar menos no que os anfitriões construíram e mais naquilo que evitaram construir.

Nenhum estádio novo foi erguido especificamente para a competição. Os jogos foram realizados em instalações existentes, algumas submetidas a adaptações, reduzindo o risco de activos caros, subutilizados e difíceis de manter depois do evento.

Qatar construiu ou reconstruiu oito estádios para 2022, a Rússia edificou nove para 2018 e o Brasil sete para 2014. Em vários casos, os custos de construção, manutenção e reduzida utilização posterior enfraqueceram o retorno económico. 

A Reuters estima que a despesa conjunta da FIFA e do sector público no Mundial de 2026 tenha rondado 5,5 mil milhões de dólares, colocando a edição entre as menos dispendiosas das últimas três décadas.

As cidades concentraram recursos em transportes, segurança, gestão operacional, áreas de adeptos e adaptações localizadas, em vez de iniciarem grandes programas de construção. 

Esta decisão reduz o risco financeiro, embora não elimine os custos públicos.

Segurança Continuou A Ser Uma Factura Pública Elevada

Nos Estados Unidos, o Governo Federal aprovou 625 milhões de dólares em apoio à segurança das 11 cidades anfitriãs.

Os recursos financiaram horas extraordinárias das forças policiais, controlo de multidões, serviços de emergência, inteligência, segurança digital e operações relacionadas com os estádios e festivais. 

Estes gastos contribuem para o PIB porque representam consumo público e remuneração de trabalhadores. Mas não constituem automaticamente um benefício fiscal líquido.

O facto de uma despesa aumentar o PIB não significa que tenha produzido retorno suficiente para justificar o seu custo. O Estado poderia ter utilizado os mesmos recursos em educação, saúde, transportes permanentes ou outras prioridades.

Esta é a diferença entre impacto económico e análise custo-benefício.

O impacto mede a actividade provocada pelo evento. A análise custo-benefício compara o valor dessa actividade com aquilo que foi gasto, perdido ou sacrificado para a produzir.

O Canadá Ilustra A Diferença Entre Produção E Retorno

Uma avaliação da Deloitte, divulgada pela FIFA, estimou que o Mundial poderia gerar até 3,8 mil milhões de dólares canadianos de produção económica no Canadá, acrescentar dois mil milhões ao PIB, gerar 1,3 mil milhões em rendimentos do trabalho e 700 milhões em receitas públicas.

O estudo estimou igualmente a criação ou manutenção de 24.100 empregos durante o período entre Junho de 2023 e Agosto de 2026. 

A mesma análise calculou despesas totais de 1,9 mil milhões de dólares canadianos na preparação, operação e consumo dos visitantes.

Segundo o modelo, cada dólar gasto contribuiria com 1,09 dólares para o PIB canadiano. Esta relação positiva sugere retorno económico, mas a margem é relativamente estreita e depende das hipóteses utilizadas sobre multiplicadores, turismo adicional e consumo induzido.

A avaliação definitiva deverá comparar as projecções com dados reais sobre impostos, alojamento, vendas, empregos, gastos públicos e custos posteriores.

O Modelo De Três Países Distribuiu Riscos E Benefícios

A organização conjunta permitiu repartir a competição por mercados que já dispunham de estádios, aeroportos, hotéis, redes televisivas, sistemas de segurança e experiência na realização de grandes eventos.

Os Estados Unidos concentraram o maior número de jogos e deverão captar a maior parcela absoluta do turismo e da actividade comercial.

O México poderá obter um efeito proporcionalmente maior sobre a sua economia, devido ao peso relativo do turismo e à dimensão inferior do PIB. A Allianz estima um impulso de aproximadamente 0,3 ponto percentual no crescimento trimestral mexicano, contra 0,1 ponto nos Estados Unidos e 0,2 ponto no Canadá. 

O modelo conjunto também diluiu os riscos fiscais e operacionais.

Nenhum dos três países teve de construir isoladamente toda a infra-estrutura exigida por 104 jogos. Para futuras edições, a organização regional poderá tornar-se mais frequente, sobretudo quando o formato alargado exigir dezenas de instalações e grande capacidade de transporte.

O Legado Dependerá Do Que Permanecer Depois Dos Adeptos

O legado económico não será medido apenas pelas vendas realizadas durante as seis semanas da competição.

Será necessário avaliar se as melhorias dos transportes permanecerão úteis, se os pequenos negócios conquistaram novos mercados, se o turismo regressará, se as cidades consolidaram reputação internacional e se as competências organizacionais serão utilizadas em novos eventos.

Atlanta, por exemplo, utilizou o Mundial para reforçar um ecossistema futebolístico que inclui o centro nacional de treinamento da federação norte-americana, uma futura equipa profissional feminina e ambições de receber novas competições internacionais. 

A visibilidade global pode produzir efeitos turísticos e empresariais durante vários anos. Mas estes benefícios não surgem automaticamente.

As cidades precisam de transformar visitantes ocasionais em turistas recorrentes, dados de contacto em campanhas promocionais, instalações temporárias em programas comunitários e fornecedores ocasionais em empresas capazes de competir por novos contratos.

Sem esta estratégia posterior, grande parte do efeito desaparece quando termina a final.

O Que África Deve Retirar Do Mundial De 2026

O balanço preliminar contém ensinamentos particularmente relevantes para países africanos interessados em acolher grandes competições.

O primeiro é que a construção de estádios não deve constituir a principal justificação económica. Infra-estruturas desportivas sem utilização regular tornam-se encargos fiscais permanentes.

O segundo é que os estudos de impacto devem distinguir produção bruta, contribuição para o PIB, receitas públicas e retorno líquido. Um valor elevado de “actividade económica” pode coexistir com perdas orçamentais.

O terceiro é que o conteúdo local precisa de ser definido antes do evento. Alimentação, transportes, audiovisual, segurança, tecnologia, construção temporária e alojamento podem criar oportunidades para PME, desde que estas estejam certificadas, financiadas e integradas nos processos de contratação.

O quarto é que os festivais públicos podem distribuir os benefícios para além dos detentores de bilhetes, ampliar a inclusão e gerar consumo local.

O quinto é que a organização conjunta entre vários países pode reduzir custos, repartir riscos e aproveitar infra-estruturas existentes.

Para Moçambique, o valor estratégico desta experiência está menos na possibilidade imediata de organizar um Mundial e mais na forma de estruturar eventos regionais, conferências, competições desportivas e festivais como plataformas de turismo, investimento e desenvolvimento empresarial.

O Resultado Económico Está Mais Próximo De Um Empate

À entrada para o último fim-de-semana, o Mundial de 2026 já pode reivindicar recordes de escala, assistência e alcance comercial.

A FIFA deverá terminar como vencedora financeira inequívoca. Restaurantes, plataformas de alojamento, transportadoras, companhias aéreas, fornecedores e proprietários localizados nos mercados certos também beneficiaram.

Para os países e cidades anfitriões, o resultado é mais equilibrado.

Houve aumento do consumo, turismo, tráfego aéreo e exposição internacional. Mas parte desse movimento substituiu actividade que já teria ocorrido, enquanto os custos de segurança, transportes e operação permaneceram largamente públicos.

A decisão de utilizar estádios existentes evitou a principal fonte histórica de prejuízos dos megaeventos e poderá permitir que o balanço final seja menos oneroso do que o de vários Mundiais anteriores.

O rescaldo económico definitivo, contudo, exigirá dados auditados sobre gastos públicos, receitas fiscais, turismo adicional, emprego, lucros empresariais e utilização futura das melhorias efectuadas.

O Mundial demonstrou que um megaevento pode produzir um forte impulso económico de curto prazo. Não demonstrou ainda que esse impulso se converterá em crescimento duradouro.

A grande lição da edição de 2026 poderá ser precisamente esta: acolher uma competição global deixa de ser uma aposta excessivamente arriscada quando os países utilizam infra-estruturas existentes, controlam os custos e tratam o turismo como uma oportunidade temporária — e não como uma garantia automática de prosperidade.

Fonte: O Económico

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