Resumo
O Governo da Venezuela atualizou o número de vítimas dos sismos para 235 mortos e 4.300 feridos, com destaque para o estado de La Guaira. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi temporariamente encerrado devido aos danos. Hospitais de campanha foram instalados para dar assistência aos doentes. A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou estado de calamidade pública e solicitou ajuda internacional. Portugal e outros países da União Europeia enviarão equipas de busca e salvamento. Seis portugueses e luso-descendentes morreram, e o Brasil enviará ajuda à Venezuela. Os EUA também mobilizaram forças militares para apoiar as operações de ajuda, após autorizarem transações relacionadas com esforços de ajuda. O Chile enviou especialistas em resgate para auxiliar nas buscas pelos desaparecidos.
O novo balanço foi divulgado na noite de quinta-feira, na emissora estatal Venezolana de Televisión, pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, que indicou que o "maior número de feridos e mortos está no estado de La Guaira".
O anterior balanço, divulgado durante a tarde, apontava para 188 mortos, 1.500 feridos e 147 desaparecidos, sobretudo em La Guaira, no norte do país.
La Guaira faz fronteira com a região metropolitana de Caracas e alberga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, o principal aeroporto do país, que foi temporariamente encerrado devido aos danos causados pelos sismos.
O ministro informou ainda que, devido ao grande número de doentes que necessitam de cuidados hospitalares na região costeira, foram instalados hospitais de campanha.
Horas antes, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou La Guaira acompanhada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, e pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.
Delcy Rodríguez, que declarou o estado de calamidade pública em todo o país, afirmou que esperam "resgatar o maior número possível de pessoas com vida" dos edifícios que ruíram.
"Solicitamos ajuda internacional; os primeiros socorristas estão prestes a desembarcar da República Dominicana, e mais chegarão de outros países em breve", acrescentou a chefe de Estado.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Pelo menos seis portugueses e luso-descendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela, segundo o mais recente balanço divulgado na quinta-feira à noite por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Dois brasileiros morreram após o duplo sismo na Venezuela, anunciou o Governo brasileiro na quinta-feira, acrescentando que vai enviar ajuda para o país vizinho.
O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que falou ao telefone com Delcy Rodríguez e prometeu enviar um hospital de campanha, bem como 36 bombeiros e vários técnicos especializados em resgate e comunicação.
A ajuda será entregue por dois voos hoje e no sábado, especificou Lula, na rede social X.
Também os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira o envio de forças militares para apoiar as operações de ajuda na Venezuela, a pedido das autoridades venezuelanas.
"As autoridades interinas venezuelanas solicitaram formalmente a assistência dos EUA em resultado dos acontecimentos", referiu o Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina e as Caraíbas.
O líder do comando, General Francis L. Donovan, detalhou que foram mobilizados um navio de transporte anfíbio, um navio de combate, aviões de transporte, bem como plataformas de reconhecimento e helicópteros.
Por outro lado, os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira transações com a Venezuela que estavam até então proibidas por sanções, desde que estejam relacionadas com "esforços de ajuda" após os sismos.
A diretiva do Departamento do Tesouro dos EUA clarifica que a autorização não inclui o desbloqueio de ativos sujeitos a sanções.
O Chile, um dos países com maior atividade sísmica do mundo, enviou na quinta-feira o primeiro grupo de socorristas para auxiliar nas buscas de milhares de desaparecidos na Venezuela.
Um total de 37 especialistas com experiência em operações de resgate após sismos no Haiti, Equador e Chile partiram para Caracas num avião da Força Aérea Chilens. Outros 10 juntar-se-ão a eles nos próximos dias.
Fonte: TVI






