Resumo
O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se de emergência devido aos ataques iranianos no Bahrein e Kuwait, levando a tensões no Golfo Pérsico. Elizabeth Spehar expressou preocupação com os confrontos entre EUA e Irã, mencionando ataques a navios e drones. Ambos os países atacaram infraestruturas militares, mas concordaram em cessar hostilidades a 28 de junho, com negociações em Doha. Spehar enfatizou a importância do diálogo diplomático para evitar conflitos catastróficos na região, pedindo o cumprimento do direito internacional e a proteção de civis e da liberdade de navegação.
A secretária-geral assistente da ONU para Consolidação e Apoio à Paz, Elizabeth Spehar, manifestou preocupação com o ressurgimento dos confrontos militares entre os Estados Unidos e o Irã, numa altura em que prosseguem conversações diplomáticas indiretas entre ambos os países.
Ormuz e drones
Spehar falou sobre atos violentos na região do Golfo Pérsico ao citar o ataque iraniano ao navio de carga Ever Lovely, no estreito de Ormuz, e ao petroleiro Kiku, ao largo da costa de Omã, ambos na semana passada e que utilizaram drones armados.
Os Estados Unidos descreveram estes incidentes como violações do Memorando de Entendimento entre ambos os países. Como resposta, as forças norte-americanas atacaram infraestruturas militares no litoral iraniano.
Em represália, o Irã diz ter atacado infraestruturas militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, incluindo uma base aérea no Kuwait e um quartel-general naval no Bahrein.
Vista para o Estreito de Ormuz a partir da Península de Musandam, Omã
Desescalada
Os dois países concordaram em cessar os ataques mútuos no dia 28 de junho, tendo sido anunciado que o Catar acolheria negociações indiretas entre ambas as partes em Doha.
A secretária-adjunta informou que as conversações diplomáticas na capital catarense estão atualmente em curso e que a amplitude do envolvimento diplomático regional reflete a gravidade das tensões militares e políticas entre os Estados Unidos e o Irã.
Esperança no diálogo diplomático
Para Elizabeth Spehar, a retomada dos ataques e incidentes marítimos nas águas do Golfo Pérsico contribui para o regresso das hostilidades em larga escala, provocando consequências catastróficas para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global.
Ela instou todas as partes a evitar ações que possam comprometer o cessar-fogo e a privilegiarem o diálogo diplomático, bem como a assegurarem o cumprimento das suas obrigações ao abrigo do direito internacional, o que inclui a proteção de civis, infraestruturas e a preservação da liberdade de navegação.
Fonte: ONU






