Abres o frigorífico, olhas para aquele botão ou roda com números de 1 a 7 (às vezes até 5) e fica sempre a mesma dúvida: isto é a temperatura? Ponho no máximo para gelar mais? A confusão é tão comum que vale a pena responder às perguntas certas, porque escolher mal mexe na conservação dos alimentos e na tua conta da luz.
Não. Este é o mal-entendido mais frequente. Os números não são graus centígrados, são níveis de potência de refrigeração. Indicam quanto frio o aparelho vai produzir, não a que temperatura exata vai ficar lá dentro. Um “4” não significa 4 graus.

Mais frio. Na esmagadora maioria dos frigoríficos, quanto mais alto o número, mais potência de arrefecimento e, portanto, mais frio fica o interior. O “1” é o mais suave; o número máximo é o mais gelado. Se puseste no máximo a pensar que estavas a “poupar”, é ao contrário: estás a gastar mais e a arriscar congelar os alimentos na prateleira de trás.
O que interessa é a temperatura real, e o ideal para a zona do frigorífico ronda os 4 a 5 graus (e cerca de -18 no congelador). Na prática, uma posição intermédia, à volta do 3 ou 4 numa escala até 7, costuma ser o ponto de equilíbrio para a maioria das casas. A melhor forma de confirmar é pôr um termómetro simples lá dentro durante umas horas e ajustar a partir daí.

Sim, faz sentido. Com mais calor, com o frigorífico mais cheio e a ser aberto mais vezes, pode ser preciso subir um nível para manter a temperatura certa. No inverno, ou com o frigorífico mais vazio, podes baixar e poupar energia. Ir ajustando conforme a estação é uma forma simples de não gastar de mais.
Porque cada nível a mais de frio é mais energia gasta, e o frigorífico é dos poucos aparelhos que trabalha 24 horas por dia, todos os dias do ano. Tê-lo desnecessariamente no máximo é dinheiro a escorrer o ano inteiro. Acertar o nível certo, nem a mais, nem a menos, conserva melhor a comida e alivia a conta.
Fonte: Zero Zero






