Pedro Proença reagiu aos audios que vazaram na internet e que provocaram ondas de choque no futebol português.
O presidente da Federação diz que foram conversas «informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas», adiantando que a reflexão que se deve fazer nesta altura é «questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação».
Pedro Proença diz ainda que os áudios são «matéria criminal suscetível de apreciação pelas entidades competentes» e que por isso se reserva ainda «o direito de acionar todos os meios legais» contra quem contribuiu para a obtenção e posterior divulgação pública das conversas.
Nos referidos áudios, recorde-se, ouve-se Proença referir que os árbitros são na sua maioria fracos e que apenas «três ou quatro» têm algum valor. O dirigente também diz que Fontelas Gomes não tem a competência dele, associando esse facto a ter nascido num bairro de lata e a ter o 12º ano, e termina revelando que a maioria das vezes que foi chamado à Policia Judiciária foi por causa de processos associados ao Benfica.
«Apesar da relutância - que penso dever ser comum a qualquer cidadão, independentemente da sua profissão, cargo ou estatuto - em comentar áudios que, além de obtidos e divulgados de forma ilegal e imoral, apresentam excertos de conversas privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas, sinto ser meu dever prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – As conversas agora vindas a público – repito, privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas - foram mantidas há mais de dois anos, num contexto pré-eleitoral, com todos os Clubes do Futebol Profissional e todos os restantes stakeholders do Futebol Português, em reuniões nas quais me apresentei, única e exclusivamente, como candidato às eleições para a Federação Portuguesa de Futebol;
2 – Nessas reuniões, mantidas nesse contexto muito específico, foram abordadas diversas matérias relevantes para o futuro do Futebol Português, entre as quais a arbitragem, a disciplina ou a equipa que me acompanharia caso o meu projeto fosse escolhido pelos Sócios Ordinários da Federação Portuguesa de Futebol. Entre muitos outros temas. Trataram-se de reflexões conjuntas que ficaram, de resto, explanadas no Programa Eleitoral com que me apresentei ao ato eleitoral para a FPF e que estão hoje em implementação no Plano Estratégico 2024-36.
3 – Tratando-se de conversas mantidas, como já referido, há mais de dois anos, reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação, convidando todos a fazerem, de forma séria, essa reflexão.
4 - Constituindo matéria criminal suscetível de apreciação pelas entidades competentes, reservo-me ainda o direito de acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública.»
Fonte: CNN Portugal





