Resumo
O avançado colombiano Julián Quiñones marcou o primeiro golo da 23.ª edição do Campeonato do Mundo de futebol no jogo México-África do Sul. Com uma carreira entre o México e a Arábia Saudita, Quiñones destacou-se como goleador implacável, vencendo o prémio de melhor marcador do campeonato saudita, sucedendo a Cristiano Ronaldo. Fora dos relvados, prefere a discrição, apesar de possuir uma coleção de perfumes luxuosa. O golo que marcou no Mundial foi o terceiro pela seleção mexicana em 23 jogos, abrindo caminho para a vitória histórica do México no jogo de abertura do torneio. Quiñones, apesar de ter nascido na Colômbia, é considerado mexicano de coração e deixou a sua marca no maior Mundial da história.
Natural de Magüí Payán, no coração da Colômbia, Quiñones habituou-se desde cedo a marcar golos, muitos golos, que o ajudaram a superar uma infância difícil, passada numa localidade muito afetada pelo narcotráfico e marcada pelo abandono precoce do pai.
Em 2017, deu nas vistas nos Jogos Centroamericanos e do Caribe, o bastante para lhe abrir as portas do futebol mexicano, onde passou grande parte da carreira e virou ídolo.
O Tigres descobriu-o com 17 anos e deu-lhe os primeiros títulos do palmarés, Champions da América do Norte incluída, mas não o protagonismo, que encontrou no Atlas, clube que ajudou a quebrar um jejum de sete décadas, logo com dois títulos consecutivos, o Apertura e o Clausura em 2021/2022.
Os 94 golos que marcou no México, nos nove anos que ali jogou, abriram-lhe as portas da Tricolor. Cansado de esperar pela Colômbia, que chegou a representar na juventude, Quiñones disse sim ao país que o acolheu, tendo-se estreado em 2023, frente às Honduras, na Liga das Nações da CONCACAF.
Consagrado na Liga MX, deixou-se seduzir, no verão de 2024, pelos milhões da Arábia Saudita, onde construiu uma imagem de goleador implacável. Em duas épocas, apontou 62 golos em 68 jogos pelo Al Qadisiyah, sendo que na última marcou mais (37) do que jogou (35).
Tamanha cadência de golos permitiu-lhe ganhar o duelo titânico com Ivan Toney (Al Ahli) pelo prémio de melhor marcador do campeonato saudita. Conseguiu-o pela diferença de um golo - 33 para o mexicano, 32 para o inglês - e, assim, sucedeu a Cristiano Ronaldo como artilheiro da competição.
O português, diga-se, fechou o pódio dos melhores marcadores em 2025/2026, com 28 golos, e fixou a melhor sequência de jogos consecutivos a marcar, nove. Quiñones ficou-se pelos oito, mas foi, a par de Toney e Karim Benzema, quem mais vezes completou um hat-trick (quatro) no campeonato.
Fora dos relvados, Julián Quiñones prefere o recato à vertigem normalmente associada ao quotidiano dos craques do futebol. Mas não deixa de ter os seus luxos, sendo disso exemplo a dispendiosa coleção de perfumes que detém. A sua companheira, a influencer mexicana Ana Gabriela, garante serem 80 mil. Coisa pouca, portanto.
O golo que apontou à África do Sul, que abriu caminho ao primeiro triunfo de sempre do México no jogo de abertura de um Campeonato do Mundo, foi apenas o terceiro de Quiñones pela seleção mexicana, em 23 aparições. Mas também foi o primeiro do maior Mundial da história. E dela já ninguém tirará este mexicano de coração.
Fonte: CNN Portugal
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