InícioRevistaPolíticaRENAMO reúne Conselho Nacional em Outubro para discutir crise interna

RENAMO reúne Conselho Nacional em Outubro para discutir crise interna

Maputo, 28 de Agosto (AIM) – A RENAMO, terceira força política em Moçambique, vai reunir o seu Conselho Nacional, nos dias 21 e 22 de Outubro, na cidade de Maputo, para discutir a crise interna do partido.

O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo porta-voz da RENAMO, Marcial Macome, durante uma conferência de imprensa convocada para abordar a situação política e socioeconómica do país.

Embora a agenda definitiva do encontro ainda não tenha sido divulgada, devendo ser aprovada pela Comissão Política, a reunião ocorre num contexto marcado por divergências internas no principal partido da oposição e por debates em torno do futuro da sua liderança e organização.

Questionado sobre a possibilidade de o Conselho Nacional deliberar sobre a realização de um Congresso Nacional, Macome remeteu a decisão para os órgãos competentes.

“A agenda da reunião do Conselho Nacional é deliberada e aprovada pela Comissão Política. Em tempo oportuno, iremos divulgar”, explicou.

Sobre o possível julgamento de Venâncio Mondlane, a RENAMO defende que o recurso aos tribunais constitui parte normal do funcionamento das instituições democráticas e rejeita qualquer receio perante a Justiça.

“Nós, enquanto RENAMO, já fomos várias vezes aos tribunais. Por que os outros têm medo dos tribunais? Nós não podemos ter medo dos tribunais”, declarou Macome.

A posição do partido surge num momento em que o eventual julgamento de Mondlane constitui um dos assuntos de maior atenção no debate político nacional.

Além da situação nacional, o Conselho Nacional deverá discutir questões relacionadas com a organização interna da RENAMO, incluindo o reforço da disciplina dos militantes e o respeito pelos órgãos do partido.

A formação política considera que a divergência de opiniões é parte integrante da democracia interna, mas defende que os seus membros devem respeitar as regras estatutárias e os órgãos legitimamente constituídos.

“A consolidação do partido passa necessariamente também pelo respeito pelos órgãos. Se alguém diz que é membro da RENAMO e acha que tem legitimidade de falar pela RENAMO, igualmente esse indivíduo tem obrigações e responsabilidades para com a RENAMO”, afirmou.

Na análise à situação do país, a RENAMO aponta o custo de vida, o desemprego juvenil, a dívida pública e a fragilidade das instituições públicas como alguns dos principais desafios que exigem respostas urgentes.

“Convocamos esta conferência de imprensa para abordar a situação política, social e económica real do nosso país e, igualmente, pensar Moçambique. Nossa intenção não é erguer slogans durante este processo, mas encarar a realidade dos factos e apresentar caminhos de responsabilidade nacional”, disse Macome.

Entre as propostas apresentadas pelo partido estão o alívio fiscal sobre os bens de primeira necessidade, a criação de um fundo nacional para financiar pequenas e médias empresas lideradas por jovens e mulheres, a priorização da agricultura e a reabilitação da Estrada Nacional Número 1 (EN1), com vista a facilitar o escoamento da produção.

A “perdiz” considera que a actual situação socioeconómica do país não é inevitável e defende uma mudança na forma de condução dos assuntos nacionais.

“Moçambique não está condenado à pobreza ou à resignação. O sofrimento do nosso povo não é uma fatalidade histórica, é a consequência de nossas escolhas políticas erradas”, concluiu Marcial Macome.

(AIM)

 

Fonte: aimnews

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Champions: Sporting encerra calendário em casa do Manchester City

0
A UEFA anunciou, neste sábado, o calendário completa da fase regular da Liga dos Campeões edição 2026/27. Sporting e FC Porto já sabem as...
- Advertisment -spot_img