Os projetores deixaram de ser um luxo. Hoje encontras modelos decentes por pouco dinheiro, e são uma alternativa fantástica à televisão gigante na sala, ocupam menos espaço e transformam qualquer parede num cinema. Mas há um senão: onde colocas o projetor em casa faz toda a diferença, tanto para a qualidade da imagem como para a vida do aparelho. Aqui ficam os cinco piores sítios para o instalar.
Um projetor aquece bastante quando está a trabalhar, mais até do que uma consola ou um leitor de DVD, por causa da lâmpada lá dentro. Para não sobreaquecer, puxa ar por umas grelhas de ventilação e expulsa o ar quente por outras.

Se o pões numa mesa de centro cheia de tralha, roupa ou embalagens de comida, bloqueias essa ventilação e arriscas-te ao sobreaquecimento, a estragar o aparelho ou, no pior dos casos, a começar um incêndio. Escolhe sempre uma superfície limpa, estável e desimpedida.
Ver um filme na banheira ou entreter-te a cozinhar parece tentador, mas estes são dos piores sítios para um projetor. Na cozinha, o aparelho fica exposto a gordura, vapor, fumo e produtos de limpeza no ar e pode até estar perigosamente perto do fogão ou do lava-loiça.
Na casa de banho, o grande inimigo é a humidade. Segundo a própria Epson, a exposição a humidade elevada pode provocar incêndio, choque elétrico ou danos no aparelho. Não vale a pena o risco.
Tal como uma superfície atafulhada, um móvel fechado impede o projetor de respirar, mesmo que esteja completamente vazio. A maioria dos móveis de televisão não tem qualquer ventilação ativa: no máximo, um buraco atrás para passar os cabos, o que não chega para renovar o ar quente.

A Sony chega a recomendar cerca de 30 centímetros de espaço livre à volta de alguns dos seus modelos. Num espaço apertado e sem ventilação, o risco de sobreaquecimento (e de incêndio) dispara. O ideal é uma superfície ampla e arejada, ou então montá-lo no teto.
Este erro não é tanto de temperatura, mas de imagem. Um projetor numa sala demasiado clara ou com luz solar direta praticamente não se vê a imagem fica desbotada e sem contraste. Salas como marquises envidraçadas são o pior cenário possível.
Nas salas e nos quartos, a solução passa por cortinas blackout que bloqueiam a luz de fora, e por lâmpadas reguláveis ou inteligentes para baixares a intensidade das luzes interiores.
A LG avisa que não se deve instalar os seus projetores por baixo do ar condicionado nem diretamente no caminho do fluxo de ar. Há duas razões: o ar constante traz pó e possível condensação, que danificam o aparelho; e o próprio fluxo de ar bem como as vibrações da unidade pode fazer a imagem projetada tremer e saltar.
Ou seja, além de estragares o projetor que tens em casa mais depressa, arriscas-te a ver o filme com a imagem a “dançar” na parede.
A regra é simples: uma superfície limpa, estável e espaçosa, numa sala que consigas escurecer, longe de humidade, gordura e correntes de ar. Ou, melhor ainda, montado no teto, onde fica desimpedido e com ventilação garantida.
Fonte: Zero Zero






