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Tragédia anunciada

Um presidente egocêntrico e omisso, um treinador previsível e subserviente e um titular por estatuto. 

Não, a eliminação de Portugal no Mundial não tem apenas três culpados. Tem, sim, três rostos principais.

O espelho e o discurso na terceira pessoa infelizmente atrapalharam Pedro Proença a perceber o óbvio.

Ignorou todos os sinais e simplesmente surfou na onda do título da Liga das Nações.

Roberto Martínez, por sua vez, teve a façanha de desperdiçar quatro preciosos anos.

Entregou uma obra totalmente inacabada. Não criou qualquer identidade tática e técnica. 

Trucidou o (potencial) melhor meio-campo do mundo. Usou e abusou de substituições equivocadas.

Desenvolveu uma espécie de futebol que somente o próprio tinha a capacidade de ler e analisar.

Talentos não faltaram. Eram tantos e tantos que escapavam por entre os dedos.

Foi claramente por ausência de capacidade e também de pulso. Sobretudo, não foi por falta de aviso.

Por fim, o intocável. O insubstituível. O senhor de todas as gratidões. 

Ele, Cristiano Ronaldo. O maior jogador português de todos os tempos. Uma verdadeira lenda. 

Jogou (novamente) apenas com a estupenda história debaixo do braço.

Olhou sempre para o passado. Não aceitou o presente. Foi inimigo do futuro.

Fez do Uzbequistão a sua maior fúria e dos críticos o seu mais belo estandarte. 

Todos, juntos, minaram Diogo Costa (!), Nuno Mendes, João Neves, Vitinha, Gonçalo Ramos e companhia.

*Bruno Andrade escreve a sua opinião em português do Brasil

 

Fonte: TVI

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