Petróleo Cai com Receios de Procura, Mas Mantêm Ganho Semanal

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Os preços do petróleo registaram nova queda nesta sexta-feira, pressionados pela expectativa de abrandamento da procura nos Estados Unidos após o fim da temporada de maior consumo no verão. Ainda assim, o Brent e o WTI deverão encerrar a semana em terreno positivo, apoiados pelas tensões geopolíticas no Leste europeu e pela incerteza em torno da oferta russa.

O contrato de Outubro do Brent desceu 0,6%, para 68,23 USD/barril, antes da sua expiração, enquanto o contrato mais activo, de Novembro, recuou para 67,60 USD. O WTI norte-americano caiu 0,6%, para 64,21 USD. Apesar da correcção, o Brent caminha para um ganho semanal de 0,6% e o WTI de 0,8%.

A volatilidade recente foi alimentada por factores mistos. De um lado, ataques ucranianos a terminais russos de exportação de crude elevaram receios de disrupções na oferta, enquanto declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, a excluir qualquer encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky reforçaram a percepção de prolongamento da guerra. Do outro lado, o abrandamento sazonal da procura nos EUA, com o final da época de maior consumo de combustível após o Labor Day, e a recuperação da produção de países da OPEP+ exercem pressão em baixa sobre os preços.

O Commonwealth Bank of Australia prevê que a conjugação de maior oferta e menor actividade de refinação leve a um aumento dos inventários mundiais nos próximos meses. “Estimamos que o Brent caia para cerca de 63 USD/barril no quarto trimestre de 2025”, indicou o analista Vivek Dhar.

A incerteza também persiste em torno da resposta ocidental ao agravamento dos ataques russos à Ucrânia. Analistas consideram que eventuais sanções adicionais dos EUA e da Europa podem afectar directamente a oferta global. Paralelamente, as tensões comerciais aumentaram após o Presidente Donald Trump ter duplicado tarifas sobre importações da Índia, chegando a 50%, ao mesmo tempo que pressiona Nova Deli a reduzir as compras de petróleo russo.

Ainda assim, operadores confirmam que as exportações russas para a Índia deverão crescer em Setembro, contrariando a pressão de Washington. Fontes do sector revelaram ainda que a Arábia Saudita poderá cortar os preços de venda para a Ásia em Outubro, reflectindo fraca procura e oferta abundante.

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p style=”margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial”>Entretanto, a petrolífera húngara MOL e o Governo da Eslováquia confirmaram o reinício do fluxo de crude através do oleoduto Druzhba, após interrupção causada por ataque ucraniano em território russo.

Fonte: O Económico

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