Por: Gentil Abel
O roubo de viaturas, tanto na cidade de Maputo quanto ao longo do corredor que liga Moçambique à África do Sul, tem sido um fenómeno recorrente e preocupante. Trata-se de um problema que afecta directamente a segurança entre dois países.
No entanto, embora as autoridades tenham implementado diversas medidas, o contrabando de veículos permanece uma actividade lucrativa para redes criminosas organizadas que operam de forma transfronteiriça.
Pois, nos últimos anos, Maputo tornou-se palco frequente deste tipo de crime. Os métodos utilizados variam desde assaltos violentos até abordagens discretas, que aproveitam momentos de distracção dos proprietários. Assim sendo, os veículos roubados seguem, na maioria dos casos, para a África do Sul, onde são adulterados, desmantelados ou revendidos. De forma semelhante, veículos roubados em território sul-africano também têm sido encaminhados para Moçambique, evidenciando a natureza bidireccional do contrabando.
Essa dinâmica revela uma teia de sindicatos criminosos bem estruturados. São grupos que conhecem profundamente os mecanismos de controlo fronteiriço e muitas dessas redes operam com o apoio logístico de indivíduos infiltrados em diversos sectores. Por conseguinte, sua eliminação apresenta-se como um desafio complexo e exige acções coordenadas entre os países.
Além disso, a segurança nas fronteiras surge como um dos pontos mais críticos na discussão sobre o combate ao roubo e ao contrabando de viaturas. A fronteira de Ressano Garcia, principal porta terrestre entre Moçambique e África do Sul, frequentemente enfrenta problemas de congestionamento, o que facilita a actuação de criminosos.
Em conclusão, o combate ao roubo e ao contrabando de viaturas exige repressão, prevenção e cooperação internacional. Redes criminosas sofisticadas não podem ser enfrentadas sem alinhamento entre Moçambique e África do Sul.






