Resumo
O presidente da Renamo, Ossufo Momade, anunciou a sua intenção de deixar a liderança do partido ainda em 2026, devido à pressão interna, durante a Reunião de Generais e Oficiais Superiores em Chimoio. Momade quer garantir uma transição estável para o seu sucessor. A reunião também debateu a reabertura das sedes provinciais encerradas, responsabilizando dirigentes pelos distúrbios. Foi definida uma agenda para o ano, incluindo o Conselho Nacional e o Congresso do partido, com a prioridade de trabalhar unidos em prol da população moçambicana.
Por: Gentil Abel
O presidente da Renamo, Ossufo Momade, confirmou sua intenção de deixar a direção do partido ainda em 2026, em meio a uma crescente contestação interna. A declaração foi feita durante a Reunião de Generais e Oficiais Superiores, realizada na cidade de Chimoio, província de Manica.
Segundo o porta-voz do encontro, Hermínio Morais, citado pelo Moznews, Ussufo Momade comunicou pessoalmente que está preparando sua saída e que deseja garantir que o sucessor assuma o cargo em um ambiente estável. “Ele próprio garantiu que deixará de conduzir os destinos do partido ainda este ano. No seu lugar, deverá surgir uma outra figura para assumir a liderança”, disse Morais.
A trajectória de Momade no partido também foi lembrada na reunião. Ele assumiu a presidência da Renamo em 2019, no VI Congresso realizado em Gorongosa, província de Sofala, após o falecimento de Afonso Dhlakama. Em 2024, foi reeleito durante o congresso em Alto Molócuè, província da Zambézia.
O encontro em Chimoio serviu ainda para debater o estado interno da Renamo. Morais afirmou que a reunião permitiu refletir sobre o futuro do partido e decidir pela reabertura, com caráter prioritário, das sedes provinciais que se encontram encerradas. “É do conhecimento de todos que o partido não tem funcionado adequadamente. Algumas delegações encontram-se encerradas. No entanto, através do diálogo, alcançámos consensos e reforçámos a necessidade de um ambiente de paz”, explicou.
Responsabilidades internas foram apontadas. Os dirigentes ligados ao fechamento de sedes e à criação de distúrbios foram chamados à responsabilidade, com a perspectiva de retomar plenamente o funcionamento das estruturas provinciais e distritais em breve.
Agenda para este ano também foi definida. Estão previstos eventos estratégicos, como a realização do Conselho Nacional e do Congresso do partido. “Nos termos estatutários, o Conselho Nacional deverá reunir ainda neste primeiro semestre. Antes de Junho, será marcada a data do congresso, que determinará se terá caráter ordinário ou extraordinário”, detalhou Morais.
Momento de união e coesão. O porta-voz concluiu afirmando que a reunião reforçou a coesão interna e a prioridade do partido será trabalhar de forma unida em prol da população moçambicana. A reunião contou com a participação de generais, guerrilheiros e outros quadros, e teve como foco central a análise dos desafios internos e a definição de estratégias futuras da Renamo.






