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Vacinadas cerca de 3 milhões de raparigas contra cancro do colo do útero 

Pelo menos 2.9 milhões de raparigas dos 12 aos 18 anos foram vacinadas contra o cancro do colo do útero no país, em 2025. A informação foi partilhada, esta segunda-feira, pelo ministro da Saúde,  que reconhece que ainda há desafios para o alcance das zonas recônditas.  

O país administra 14 vacinas de protecção contra doenças que constituem preocupação de saúde pública, uma delas, é o cancro do colo do útero.

A vacinação contra o papiloma vírus humano foi a estratégia introduzida no ano passado, pelo sector da saúde, para reduzir a incidência da doença.

“Em Moçambique, o Programa de Vacinação está operacional desde 1979, ou seja, há 47 anos que salvamos vidas através da vacinação. Durante este período, introduzimos várias vacinas para prevenção de cerca de 14 doenças de elevada importância em saúde pública. Nos últimos anos, temos estado a consolidar os ganhos no Programa Alargado de Vacinação. Analisando os resultados obtidos em 2025, gostaríamos de destacar que: implementamos com sucesso, diversas campanhas de impacto na saúde pública; vacinação contra o Papiloma Vírus Humano, para a prevenção do Cancro do colo Uterino, alcançando cerca de 2,9 milhões (correspondente a 95% de grupo alvo) de raparigas dos 12 aos 18 anos; a realização de duas rondas de vacinação de resposta a variante da pólio do tipo 2, abrangendo todas as crianças menores de 10 anos e a vacinação em resposta ao surto de Sarampo e Rubéola, alcançando cerca de 1.1 milhões de crianças menores de 5 anos nas províncias de Gaza, Maputo Província e Cidade”, explicou Ussene Isse, ministro da Saúde. 

Ainda no ano passado, foram vacinadas 3.5 milhões de pessoas em resposta à cólera e 1.2 milhões de crianças entre os 0 aos 2 anos de idade, com vista a combater a mortalidade infantil.  

“Vacinamos completamente cerca de 1.2 milhões de crianças, tendo cumprido com o plano inicialmente previsto que era de cerca de 1.162 000 crianças. Expandimos a vacina da malária para mais 8 províncias de moderada a alta transmissão, como um esforço adicional e complementar na nossa luta contra a malária”.

O ministro da Saúde falava,  esta segunda-feira,  no lançamento da Semana Africana de Vacinação.  

Na ocasião,  foram apresentados desafios que tem comprometido o alcance das metas de Vacinação, de entre os quais as dificuldades para alcançar as zonas recônditas. 

Como uma das respostas, Usseni Isse entregou equipamentos para conservação de vacinas, na província de Maputo e destacou a entrega de motorizadas. 

“Queremos igualmente apelar a todos os distritos beneficiários, o uso correcto e a manutenção regular destes equipamentos, de modo que sirvam por muito tempo aos propósitos pelos quais foram adquiridos”.

Para marcar o lançamento da Semana Africana de Vacinação, o Ministério da Saúde anunciou a introdução da vacina contra a Hepatite “B”. 

Fonte: O País

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