Resumo
Donald Trump afirmou numa conversa telefónica com a BBC que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, segue as suas ordens, apesar de ter desrespeitado uma indicação para não retaliar perante investidas do Irão. Trump expressou preocupação com os ataques de Israel ao Irão, que podem comprometer um acordo de paz entre Washington e Teerão. A tensão entre Trump e Netanyahu agravou-se após a investida conjunta no Irão em fevereiro, com Trump a sublinhar a submissão de Netanyahu aos EUA. O presidente dos EUA afirmou que é ele quem decide, não Netanyahu.
“Se lhe disser para fazer alguma coisa, ele faz”, afirmou Trump numa conversa telefónica com a BBC, que durou menos de um minuto.
A posição chega depois das notícias que dão conta de que Benjamin Netanyahu tinha desrespeitado a indicação de Trump para não retaliar perante as investidas do Irão no sábado à noite.
Segundo Trump, já nada podia ser feito quando ambos falaram. “Os mísseis já tinham partido, já estavam a caminho”, garantiu.
A BBC nota que Trump está preocupado que os mais recentes ataques de Israel ao Irão possam colocar em risco um acordo de paz de Washington com Teerão, que o presidente norte-americano define como “muito poderoso, muito bom”.
Os últimos desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente vieram tornar ainda mais evidentes as cisões entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, depois da investida conjunta no Irão, a 28 de fevereiro.
Também na reação à escalada do último fim de semana, Trump já tinha vincado uma certa subalternidade de Netanyahu em relação aos EUA, garantindo que o israelita não teria “outra opção” que não fosse aceitar o acordo que Washington fechar com Teerão.
“I call the shots”, afirmou numa conversa telefónica com o Financial Times, que pode ser traduzido como “sou eu quem manda”.
“He doesn’t call the shots”, sublinhou ainda, referindo-se a Netanyahu, ou seja, “ele não manda nada”.
Fonte: TVI





