Resumo
No verão, as intoxicações alimentares são mais comuns devido ao calor acelerar a deterioração dos alimentos e a multiplicação de bactérias. Para evitar problemas, é essencial respeitar a "zona de perigo" entre os 5 e os 60 graus, não deixar alimentos perecíveis fora do frio por mais de duas horas (ou uma hora acima dos 32 graus), e ter cuidado especial com alimentos como maionese, saladas com molho, carnes cozinhadas, lacticínios, entre outros. É importante usar geleiras ou sacos térmicos, arrefecer a comida antes de transportar, manter à sombra, separar bebidas de alimentos e descartar o que sobrar. Evitar erros como reutilizar pratos sem lavar e manter a higiene, desconfiar de alimentos suspeitos e confiar no bom senso são medidas essenciais para desfrutar de refeições ao ar livre sem riscos de intoxicação alimentar.
O verão é a época dos piqueniques, dos dias de praia com farnel e dos almoços ao ar livre e é também a época em que mais intoxicações alimentares acontecem. Com o calor, a comida estraga-se muito mais depressa do que pensamos, e as bactérias multiplicam-se a um ritmo acelerado precisamente nas temperaturas de um dia de verão português. Uns cuidados simples evitam que um bom passeio acabe com dores de barriga. Assim tem mesmo cuidado com a comida no calor.
Há um princípio que resolve metade do problema: a “zona de perigo”. As bactérias proliferam mais rapidamente entre os 5 e os 60 graus. Ou seja, comida cozinhada que fica horas a essa temperatura ambiente, em cima da toalha, ao sol, dentro do saco quente, torna-se um risco. A regra prática é não deixar alimentos perecíveis fora do frio mais do que duas horas; e se estiver muito calor, acima dos 32 graus, esse limite cai para uma hora.

Os alimentos que exigem mais cuidado são os que toda a gente leva para a praia: os que têm ovo, como a maionese e as saladas com molho, são dos mais traiçoeiros; carnes e peixes cozinhados, fiambre e enchidos; lacticínios; e arroz ou massa já cozinhados, que ao contrário do que se pensa também são um meio fácil para as bactérias. A fruta cortada e os doces com creme entram na mesma lista.
Leva uma geleira ou saco térmico com acumuladores de gelo ou garrafas de água congeladas, arrefece a comida no frigorífico antes de a meter lá, e mantém o conjunto à sombra, nunca ao sol direto. Separa as bebidas, que se abrem muitas vezes, da comida, que deve ficar fechada e fria. Assim não andas a abrir a geleira a toda a hora e a deixar fugir o frio. E o que sobrar de um dia de calor ao ar livre, na dúvida, deita fora: não vale a pena arriscar uma intoxicação para poupar umas sandes.
Há ainda erros clássicos a evitar. Não voltes a usar o mesmo prato ou tábua onde esteve carne crua para a carne já grelhada, sem o lavar, é uma das causas mais comuns de contaminação nos churrascos. Lava as mãos ou usa gel desinfetante antes de comer, sobretudo na praia. E desconfia sempre de comida com cheiro, cor ou textura estranhos. O teu nariz é um bom primeiro alarme, ainda que nem sempre o cheiro denuncie o perigo.
Comer ao ar livre é uma das grandes alegrias do verão e não há que ter receio. Basta tratar a comida com o respeito que o calor exige. Frio, sombra, higiene e bom senso são tudo o que precisas para que o único que sobre do piquenique sejam boas memórias.
Fonte: Zero Zero







