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Regresso dos Big Five impulsiona potencial económico do Parque Nacional de Zinave

Resumo

O Parque Nacional de Zinave, em Inhambane, Moçambique, recebeu nove rinocerontes-brancos, completando assim a reintrodução dos Big Five (leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte) e tornando-se o único parque nacional do país onde os visitantes podem observar estas cinco espécies. Esta novidade promete impulsionar o turismo, aumentar a competitividade de Zinave no mercado africano de ecoturismo e atrair mais visitantes nacionais e internacionais, gerando receitas através de diversas atividades turísticas. O administrador do parque destaca a importância desta conquista para o desenvolvimento económico da região, fruto da colaboração entre várias instituições. A presença dos Big Five é um fator decisivo para turistas em busca de safáris em África, o que posiciona Zinave como um destino turístico de referência, com potencial para impulsionar o crescimento económico local e beneficiar as comunidades circundantes.

Maputo, 14 de Junho (AIM) – O Parque Nacional de Zinave, na provincia de Inhambane, zona sul, entra numa nova fase de valorização económica com a chegada de nove rinocerontes-brancos.

A translocação feita esta semana completa o regresso dos chamados Big Five, (leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte), transformando Zinave no único parque nacional de Moçambique onde os visitantes podem observar as cinco espécies mais procuradas pelos turistas de safári.

A presença dos Big Five representa um importante activo para o turismo nacional, aumentando a competitividade de Zinave no mercado africano de ecoturismo e criando condições para atrair mais visitantes nacionais e internacionais.

Com uma oferta turística mais completa, o parque ganha capacidade para gerar maiores receitas através de entradas, alojamento, actividades turísticas e serviços associados.

O administrador do Parque Nacional de Zinave, António Abacar, considera que este marco abre novas perspectivas para o desenvolvimento económico da região.

“Hoje é um dia histórico para o Parque Nacional de Zinave e para Moçambique. A chegada deste último grupo de nove rinocerontes-brancos representa não apenas um avanço na recuperação do parque, mas também uma oportunidade para fortalecer o turismo e criar benefícios económicos duradouros”, afirmou.

Segundo António Abacar, a conclusão do regresso dos Big Five aumenta significativamente o valor turístico do parque e reforça o seu posicionamento como destino de referência.

“Com esta translocação, Zinave consolida-se como o único parque nacional em Moçambique onde é possível encontrar os Big Five. Esta conquista aumenta a atractividade do parque para operadores turísticos e visitantes, criando novas oportunidades de crescimento económico”, destacou.

O administrador sublinhou ainda que os resultados alcançados são fruto da cooperação entre diferentes instituições que apostam no potencial económico e turístico da área de conservação.

“O que estamos a testemunhar hoje é o resultado de uma forte parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação, a Peace Parks Foundation e a Exxaro, enquanto doador, que acreditam no potencial de Zinave para gerar desenvolvimento sustentável através do turismo”, afirmou.

A presença dos Big Five é um dos principais factores de decisão para turistas que procuram experiências de safári em África. Com esta vantagem competitiva, Zinave poderá captar uma parcela maior do mercado turístico regional, estimulando investimentos em infra-estruturas, alojamento, transporte e serviços ligados à actividade turística.

O impacto económico esperado estende-se também às comunidades locais. O aumento do fluxo de visitantes poderá traduzir-se em mais empregos directos e indirectos, oportunidades para pequenos negócios e maior circulação de rendimento nas zonas vizinhas ao parque.

Para António Abacar, o crescimento do turismo poderá gerar benefícios concretos para as populações residentes nas áreas circundantes.

“Um parque mais atractivo para o turismo significa mais visitantes, mais empregos e mais receitas. Parte desses recursos reverte para as comunidades locais através dos mecanismos de partilha de benefícios, contribuindo para melhorar as condições de vida das populações”, explicou.

A recuperação de Zinave tem vindo a demonstrar que a conservação da fauna pode ser também uma estratégia de desenvolvimento económico. Ao longo dos últimos anos, os investimentos na reintrodução de espécies e na gestão da área protegida criaram as bases para transformar o parque num importante motor de crescimento turístico.

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), responsável pela gestão das áreas de conservação do país, tem desempenhado um papel central neste processo, promovendo modelos que conciliam preservação ambiental e geração de rendimento.

As áreas de conservação sob gestão da ANAC ocupam cerca de 25 por cento do território nacional e representam um recurso estratégico para o desenvolvimento do ecoturismo, sector com elevado potencial para atrair investimento, criar emprego e diversificar a economia moçambicana.

De acordo com a fonte, o regresso dos Big Five, Zinave fortalece a sua posição como destino turístico de excelência, aumenta o seu potencial de geração de receitas e reforça o papel das áreas de conservação como instrumentos de desenvolvimento económico sustentável para Moçambique.

(AIM)
Paulino Checo/

 

Fonte: aimnews


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