InícioTecnologiaAnálise Scuf Omega: É caro? É. Mas vale todos os cêntimos

Análise Scuf Omega: É caro? É. Mas vale todos os cêntimos

Resumo

O comando Scuf Omega, oficialmente licenciado pela Sony, destaca-se no mercado premium para PlayStation 5 e PC, oferecendo um desempenho impressionante por cerca de 250 euros. Com um design semelhante ao DualSense da PS5, é leve e ergonómico, com botões de alta qualidade e sticks analógicos com sensores TMR para evitar o "stick drift". Os gatilhos traseiros ajustáveis são uma mais-valia, proporcionando uma experiência personalizada para diferentes tipos de jogos. Apesar de algumas decisões de design questionáveis, como os botões laterais que podem ser removidos, o Scuf Omega destaca-se pela autonomia de 17 horas e pela resposta rápida, superando o DualSense Edge da Sony em vários aspetos. Ideal para jogadores profissionais e entusiastas competitivos que valorizam o desempenho acima de recursos como feedback háptico e gatilhos adaptativos.

Se por acaso lês a Leak, sabes perfeitamente que sou um grande entusiasta de hardware que eleva a nossa experiência de jogo a outro nível. Aliás, no fim do dia, é exatamente esse o nosso objetivo. Testar tudo o que é incrível no mercado, para depois passar a mensagem a vocês, que é quem realmente quer retirar o melhor do seu dia-a-dia.

Dito tudo isto, no campeonato dos comandos premium para a PlayStation 5 e PC, a fasquia está cada vez mais alta. Tive a oportunidade de passar as últimas semanas com o Scuf Omega nas mãos e, embora a performance seja de cortar a respiração, há pormenores que a analisar, especialmente quando olhamos para o preço.

Estamos a falar de um comando oficialmente licenciado pela Sony e feito a pensar nos jogadores mais exigentes e no pessoal dos esports. Mas com uma etiqueta de preço a rondar os 250 euros, as expectativas têm de estar bem lá em cima.

À primeira vista, o Scuf Omega assenta que nem uma luva.

O formato é muito fiel ao DualSense original da PS5, o que é ótimo para quem já está habituado à consola. Aliás, é até superior, ao ser leve, e encaixar de melhor forma nas mãos.

Além disso, o toque do revestimento de borracha nos manípulos é absolutamente fantástico e o clique dos botões principais é dos melhores e mais rápidos que já experimentei na vida. Carregar nos botões dá um feeling completamente diferente do normal, e ainda bem. Passa imediatamente a mensagem que é algo de “topo”.

Entretanto, além do design e extras, o grande trunfo tecnológico deste comando está nos sticks analógicos, que utilizam sensores TMR.

Isto significa, em bom português, que o comando está imune ao infame “stick drift” que tanto nos apoquenta nos comandos normais.

Outro pormenor delicioso são os gatilhos traseiros.

A Scuf colocou uns pequenos interruptores físicos logo abaixo deles que mudam o comportamento do gatilho num piscar de olhos. Assim, se vais jogar um jogo de carros, usas a amplitude total para acelerar e travar de forma progressiva. Mas, se vais para um shooter em que cada milésima conta, dás um clique no interruptor e o gatilho transforma-se num botão digital instantâneo. É uma solução simples, mas ainda assim brilhante.

Ganha também pontos valiosos na autonomia. O Scuf Omega aguenta cerca de 17 horas de jogo sem fios, deixando o DualSense Edge da própria Sony a comer pó, já que o comando oficial raramente passa das 10 horas.

Mas nem tudo são rosas, e a Scuf tomou algumas decisões de design estranhas.

O comando vem carregado de opções de personalização física e botões adicionais. Aliás, abaixo dos analógicos encontras uma barra com botões de atalho e, na traseira, as habituais patilhas. Até aqui tudo bem. O problema surge com um par de botões adicionais colocados nas laterais do comando, mesmo antes dos gatilhos.

A minha experiência com estes “bumpers” laterais foi chata, porque aparecem numa posição pouco natural. E como tal, acabei por carregar neles várias vezes. A jogar DMC 5 fartei-me de partir Devil Arms, e a jogar EA FC 26 foram carrinhos fora de tempo com fartura. Mas, isto é uma questão de habituação. De facto, até os podes remover se quiseres.

Isto porque, para trocar botões, ou mudar a conectividade do comando, a faceplate sai facilmente. Esta pode parecer frágil, mas não é. Sai e encaixa muito facilmente, e não sai do sítio graças a ímanes poderosos.

A Scuf pensou bem.

No fim do dia, o Scuf Omega é um comando de elite no que toca a desempenho puro, velocidade de resposta e bateria. Os botões extra podem ser estranhos, mas entre habituação e personalização, acabam por não ser um problema.

O mais importante é que bate o DualSense Edge em quase tudo, embora tenhas de abdicar do feedback háptico e dos gatilhos adaptativos originais da Sony. Assim, se és um jogador profissional ou levas a competição muito a sério, o investimento justifica-se.

 

Fonte: Zero Zero

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