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Luís Neves admite que "houve uma falha" e que o gabinete do primeiro-ministro deveria ter sido avisado sobre as ameaças terroristas

Resumo

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reconhece uma falha das autoridades ao não informarem o gabinete do primeiro-ministro sobre a ameaça do grupo Movimento Armilar Lusitano de atacar o apartamento da família de Luís Montenegro com uma granada. Neves admitiu que a comunicação deveria ter sido feita de forma diferente, evitando informar através dos meios de comunicação social. Estas declarações surgem após Luís Montenegro ter lamentado ter sabido do incidente pela imprensa, durante uma reunião do Conselho Europeu, sem ter sido contactado pelas autoridades. Montenegro expressou preocupação com a segurança não só da sua família, mas de todos os cidadãos portugueses, destacando a falta de partilha de informação por parte das autoridades.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, que era diretor-nacional da Polícia Judiciária quando os seis elementos do grupo Movimento Armilar Lusitano foram detidos, em junho do ano passado, admite que "houve uma falha" por parte das autoridades ao não avisarem o gabinete do primeiro-ministro quando se soube que aquele grupo admitia fazer um ataque com uma granada ao apartamento da família de Luís Montenegro em Lisboa.

"A comunicação poderia e deveria ter sido diferente porque, em matérias de Estado, não faz sentido as pessoas serem informadas através da comunicação social", disse Luís Neves, admitindo a falha da operação "desdarme 3d", em declarações feitas à RTP à margem do congresso do PSD, que decorre este fim de semana em Anadia.

Estas declarações surgem depois de, na sexa-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter lamentado ter tido conhecimento do facto através de notícias e não pelas autoridades.

"Fui completamente surpreendido por essa notícia [quando] estava num contexto de reunião [do Conselho Europeu], em que nem sequer estava contactável, e lamento profundamente que uma questão que coloca em causa a segurança de um cidadão, no caso o primeiro-ministro e a sua família - mas podia ser aplicável a qualquer português -, não tivesse sido partilhada com os próprios”, disse Luís Montenegro.

“Posso até confidenciar que foi extremamente delicado que a minha família, nomeadamente a minha mulher e os meus filhos, tivessem tido essa notícia da forma igualmente surpreendente e sem poderem falar inclusivamente comigo, mas isto não é exclusivo do primeiro-ministro e de mim próprio e da minha família, é de qualquer cidadão português”, vincou o chefe de Governo.

 

 

 

 

Fonte: TVI

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