Resumo
A Organização Marítima Internacional (OMI) lançou um plano para retirar mais de 11 mil marinheiros de embarcações no Golfo Pérsico, onde estão desde o conflito entre os EUA, Israel e o Irão. A operação, em cooperação com vários países e a indústria marítima, visa garantir a segurança e permitir a passagem de dezenas de navios retidos na região, incluindo petroleiros. Esta medida surge após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Irão e os EUA, com o objetivo de restabelecer a segurança marítima e pôr fim aos ataques contra a navegação civil, após 46 incidentes desde março que resultaram na morte de 14 marinheiros.
O secretário-geral da agência, Arsenio Dominguez, anunciou que a “operação de grande escala” está a ser realizada em cooperação com Irã, Omã, Estados Unidos e outros países costeiros além da indústria marítima.
Dezenas de navios aguardam passagem
Dominguez informou que foram garantidas as condições de segurança além da verificação cuidadosa para a navegação de todas as operações.
Um marinheiro trabalha num navio
De acordo com agências de notícias, nas últimas 12 horas, pelo menos dois navios graneleiros e um navio cargueiro atravessaram o Estreito de Ormuz com base no plano da OMI. Estima-se que pelo menos 500 embarcações estejam retidas no Golfo Pérsico por causa da crise incluindo 100 navios petroleiros.
Restabelecer a segurança marítima
A proposta de evacuação da OMI ocorre após o anúncio de assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Ira e os Estados Unidos, em 17 de junho.
Para o líder da OMI, Arsenio Dominguez, este é um passo decisivo para restabelecer a segurança marítima e pôr termo aos inaceitáveis ataques contra a navegação civil.
Desde 1 de março, a OMI confirmou pelo menos 46 incidentes em embarcações nas águas do Estreito de Ormuz e no Oriente Médio, responsáveis pela morte de 14 marinheiros.
Fonte: ONU






