Resumo
O presidente do partido PODEMOS e líder da oposição em Moçambique, Albino Forquilha, defende que os 51 anos de independência devem marcar o início de uma nova etapa no país, com base na inclusão, reforma do Estado e resolução dos problemas estruturais através de diálogo nacional. Forquilha acredita que o atual processo político pode criar as bases para um futuro diferente, incentivando a participação ativa dos cidadãos na construção de consensos para o país. O líder da oposição destaca a importância de abordar questões estruturais, como governação, integridade institucional e combate à corrupção, visando reformas profundas para lidar com fragilidades institucionais. O apelo é para que todos contribuam para este diálogo nacional inclusivo, visando soluções duradouras e um projeto comum de transformação nacional.
Falando à margem das cerimónias centrais das celebrações da Independência, na Praça dos Heróis Moçambicanos, Forquilha afirmou acreditar que o actual processo de diálogo político pode lançar as bases para um futuro diferente.
“O diálogo nacional é inclusivo e eu acredito que refundamos o Estado. Estes próximos 50 anos sejam diferentes do ponto de vista dos problemas que de facto indicamos para os próximos tempos”, declarou.
Para Albino Forquilha, a celebração dos 51 anos da Independência constitui também um momento de reflexão sobre os desafios que marcaram as últimas cinco décadas e sobre a necessidade de construir soluções duradouras para o futuro.
Segundo o líder da oposição, o país tem uma oportunidade histórica para mobilizar o conhecimento e a experiência dos moçambicanos em torno de um projecto comum de transformação nacional.
“Sofremos muito nos 50 anos, há muita coisa que aconteceu. Portanto, temos a oportunidade para que, de facto, do conhecimento que cada um tem, contribua para este diálogo nacional inclusivo e tenhamos o resultado que desejamos”, afirmou.
Forquilha considerou que o actual diálogo político deve ir além das questões conjunturais e concentrar-se nos problemas estruturantes que afectam o desenvolvimento do país, incluindo matérias ligadas à governação, integridade das instituições e combate à corrupção.
“Temos matéria estruturante, temos bases estruturantes sobre as quais temos que reflectir os nossos problemas e limá-los. É ali onde temos de trabalhar mais”, sublinhou.
Na sua visão, muitos dos desafios actuais resultam de fragilidades institucionais que exigem reformas profundas.
“Se existe corrupção hoje, provavelmente há um conjunto de estruturas que foi criado e que não permite que, de facto, sejamos íntegros. Então qual é esse instrumento? Qual é essa base? Temos de trabalhar nela”, defendeu.
O presidente do PODEMOS apelou ainda à participação activa dos cidadãos no processo de diálogo nacional inclusivo, considerando que todos os moçambicanos são chamados a contribuir para a construção de consensos sobre o futuro do País.
“Todos somos chamados. Não vale a pena deixar um diálogo nacional inclusivo passar para depois começar a lamentar coisas que devíamos tocar”, advertiu.
Forquilha encorajou os cidadãos a estudarem os documentos orientadores do processo e a apresentarem contributos concretos para a resolução dos problemas nacionais.
“Aqueles que não foram à luta armada de discussão nacional, hoje são militantes também neste diálogo nacional inclusivo. Vão e leiam bem os termos de referência do diálogo nacional inclusivo e trabalhem neles”, concluiu.
(AIM)
Paulino Checo/
Fonte: aimnews






