Resumo
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, sublinhou a importância da paz, unidade nacional e diálogo inclusivo para o desenvolvimento sustentável do país, durante as celebrações dos 51 anos da Independência Nacional. Chapo destacou a necessidade de estabilidade e coesão social para alcançar prosperidade, investimento e crescimento económico, enfatizando que a paz é essencial para o progresso nacional. O Presidente homenageou os combatentes da luta de libertação e os militares que combatem o terrorismo em Cabo Delgado, salientando a importância da unidade nacional para superar desafios presentes e futuros. Chapo reiterou o compromisso do Governo com o diálogo nacional inclusivo como meio de consolidar a paz e fortalecer a reconciliação entre os moçambicanos, destacando a necessidade de os cidadãos participarem na construção de consensos sobre os desafios e prioridades do país.
Intervindo na cerimónia central das celebrações dos 51 anos da Independência Nacional, na Praça dos Heróis Moçambicanos, o Chefe do Estado afirmou que o país só poderá alcançar prosperidade, investimento e crescimento económico num ambiente de estabilidade e coesão social.
“A paz continua a ser a condição essencial para o progresso nacional. Não existe desenvolvimento sem estabilidade e harmonia social. Não existe investimento, emprego, progresso ou crescimento sustentável sem tranquilidade e segurança pública”, declarou.
Perante centenas de participantes reunidos na Praça dos Heróis, Chapo evocou o percurso histórico que conduziu à Independência Nacional, prestando homenagem aos combatentes da luta de libertação e aos militares que actualmente combatem o terrorismo em alguns distritos da província de Cabo Delgado.
Segundo o Chefe do Estado, a independência conquistada há 51 anos foi resultado da coragem, sacrifício e determinação de gerações de moçambicanos que lutaram pela liberdade e soberania do País.
Ao reflectir sobre os desafios actuais, Chapo sublinhou que a unidade nacional continua a ser a principal força de Moçambique, tal como aconteceu durante a luta de libertação.
“Foi a unidade nacional que derrotou o colonialismo. Foi a unidade nacional que preservou a soberania e a integridade nacional. E será a unidade nacional que vencerá os desafios do presente e do futuro”, afirmou.
O Presidente advertiu contra divisões políticas, regionais, religiosas ou étnicas, defendendo que os moçambicanos devem colocar os interesses nacionais acima das diferenças.
“Somos todos filhos da mesma bandeira e da mesma pátria. Somos todos herdeiros da mesma luta e, consequentemente, somos todos responsáveis pelo mesmo destino colectivo”, declarou.
Reiterou igualmente o compromisso do Governo com o diálogo nacional inclusivo, que considera fundamental para consolidar a paz e fortalecer a reconciliação entre os moçambicanos.
“Continuamos firmes e inabaláveis na nossa agenda do diálogo nacional inclusivo, como instrumento fundamental para a consolidação da paz”, afirmou.
Explicou que, concluída a fase de consultas realizadas em todo o território nacional e junto da diáspora, o processo entra agora numa nova etapa, marcada pelas audições públicas. Segundo disse, o objectivo é garantir que os cidadãos participem activamente na construção de consensos sobre os principais desafios e prioridades do País.
Uma parte significativa da intervenção foi dedicada ao que Chapo designou de “segunda independência”, associada à transformação económica do País. O Presidente defendeu que a independência política alcançada em 1975, embora histórica e indispensável, não é suficiente para garantir o bem-estar dos cidadãos.
“Nenhuma nação se torna verdadeiramente soberana, independente e livre se depender eternamente da riqueza e do apoio produzidos por outras nações”, afirmou.
Para o Chefe do Estado, o próximo grande desafio nacional consiste em conquistar a independência económica através do aumento da produção, da industrialização e da valorização dos recursos nacionais.
Nesta visão, Moçambique deve produzir mais alimentos, fortalecer a indústria, exportar conhecimento, criar empregos para os jovens e transformar os seus recursos naturais em prosperidade colectiva.
O Presidente considerou igualmente que a independência económica exige instituições fortes e uma cultura de integridade. Por isso, apelou ao combate firme contra a corrupção, o desvio de recursos públicos e outras práticas que comprometem o desenvolvimento nacional.
“Precisamos de combater com firmeza todos os males que enfraquecem o Estado e atrasam o desenvolvimento nacional”, afirmou.
Dirigindo-se à juventude, Chapo defendeu que cabe às novas gerações liderar a conquista da independência económica e tecnológica do País.
“A geração da libertação conquistou a independência política. Cabe agora à vossa geração conquistar a independência económica e tecnológica de Moçambique”, declarou.
A concluir, o Presidente apelou à celebração de um “Pacto Nacional de Trabalho, Unidade e Patriotismo”, defendendo que o futuro de Moçambique depende do esforço colectivo de todos os cidadãos.
(AIM)
Paulino Checo/
Fonte: aimnews






