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Tripulação que salvou vítimas das cheias de Chókwè condecorada por acto de coragem

Resumo

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, homenageou a tripulação que resgatou vítimas das cheias em Chókwè, destacando a sua coragem e patriotismo durante as celebrações dos 51 anos da Independência Nacional. Os pilotos arriscaram as suas vidas para salvar 12 cidadãos isolados pelas inundações, incluindo uma criança recém-nascida, numa operação de salvamento de alto risco. Chapo elogiou o exemplo de entrega ao próximo e serviço à pátria, sublinhando a importância destes valores para todos os moçambicanos. Além da tripulação, outras distinções foram atribuídas, incluindo o título honorífico de Herói da República de Moçambique ao Tenente-General Joaquim João Munhepo e a Ordem Samora Machel de Primeiro Grau à Associação Geração 8 de Março, numa cerimónia que reconheceu 688 cidadãos e uma instituição pelo seu contributo para a independência e desenvolvimento do país.

Maputo, 25 de Junho (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, distinguiu hoje a tripulação envolvida no resgate de vítimas das cheias em Chókwè, província de Gaza, considerando que os pilotos protagonizaram um dos mais extraordinários actos de coragem e patriotismo dos últimos tempos.

A homenagem teve lugar durante a cerimónia central das celebrações dos 51 anos da Independência Nacional, na Praça dos Heróis Moçambicanos, onde o Chefe do Estado destacou que os pilotos arriscaram as próprias vidas para salvar cidadãos isolados pelas inundações.

“O que ele fez naquele dia foi pôr em risco a sua própria vida para salvar doze cidadãos moçambicanos”, afirmou Daniel Chapo,

Na sua intervenção, o Presidente da República partilhou detalhes do salvamento que mobilizou o país e cujo vídeo se tornou viral nas redes sociais. Segundo explicou, encontrava-se a sobrevoar Gaza quando avistou 12 pessoas encurraladas sobre uma viatura de transporte semi-colectivo, cercadas pelas águas das cheias.

“Confesso-vos que naquele momento o meu coração parou”, relatou.

Perante a gravidade da situação, Daniel Chapo ordenou à tripulação que encontrasse um local seguro para o desembarque da comitiva presidencial, de forma a permitir uma missão de salvamento urgente.

“Procurem um espaço seco o mais próximo possível, deixem-nos em terra e venham salvar vidas”, recordou a conversa com os pilotos.

O Presidente revelou que a operação implicou riscos elevados. Para aumentar a capacidade de transporte, foram retiradas cadeiras da aeronave, permitindo acomodar mais vítimas. Entre os resgatados encontrava-se uma criança recém-nascida, facto apenas conhecido após a conclusão da missão.

Segundo Chapo, o piloto responsável pelo salvamento realizou a operação sem os mecanismos de segurança normalmente exigidos para intervenções daquela natureza.

O Chefe do Estado sublinhou que as vítimas estavam há cerca de 48 horas sem acesso a alimentação e completamente isoladas pelas águas, circunstâncias que tornaram a intervenção ainda mais urgente.

Para Chapo, a condecoração representa o reconhecimento de um exemplo de entrega ao próximo e de serviço à pátria, valores que, segundo defendeu, devem inspirar todos os moçambicanos.

Além da tripulação envolvida no resgate das cheias de Gaza, composto por cidadãos estrangeiros, a cerimónia ficou marcada por outras distinções de relevo.

O Presidente atribuiu, a título póstumo, o título honorífico de Herói da República de Moçambique ao Tenente-General Joaquim João Munhepo, em reconhecimento pelo seu papel na luta de libertação nacional.

Foi igualmente distinguida com a Ordem Samora Machel de Primeiro Grau a Associação Geração 8 de Março, pelos seus contributos para a independência nacional, reconstrução do Estado e desenvolvimento do país.

No total, foram reconhecidos 688 cidadãos e uma instituição, incluindo 656 veteranos da luta de libertação nacional, numa cerimónia que exaltou o patriotismo, o sacrifício e o compromisso com a construção de Moçambique.
(AIM)
Paulino Checo/

 

Fonte: aimnews

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