Por: Alfredo Júnior
O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta terça-feira, na abertura da 21.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026), em Maputo, que o combate aos raptos continuará entre as prioridades do Governo, considerando que este tipo de criminalidade representa uma ameaça à segurança dos cidadãos, à confiança dos investidores e ao normal funcionamento da actividade empresarial.
Perante empresários nacionais e estrangeiros, membros do Governo e parceiros de desenvolvimento, o Chefe do Estado garantiu que as autoridades vão prosseguir com medidas destinadas a prevenir e reprimir os raptos, fenómeno que, durante vários anos, afectou sobretudo o sector empresarial e contribuiu para deteriorar a percepção de segurança no país. Segundo Daniel Chapo, um ambiente de negócios saudável depende não apenas de políticas económicas consistentes, mas também da garantia de segurança para investidores, trabalhadores e cidadãos.
O compromisso surge numa altura em que o Executivo tem insistido que o combate à criminalidade constitui um dos pilares da recuperação da confiança no mercado nacional. Em Abril deste ano, o Presidente afirmou que Moçambique permanecia há cerca de seis meses sem registo de casos de rapto confirmados pelas autoridades, classificando esse resultado como um sinal dos esforços desenvolvidos pelas Forças de Defesa e Segurança e pelos órgãos de investigação criminal.
Apesar destes avanços, o Presidente defendeu que o Estado não pode baixar a guarda. Na véspera da CASP, durante a cerimónia de patenteamento de novos oficiais das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo exigiu maior disciplina, integridade, criatividade e firmeza no combate à criminalidade, incluindo a corrupção nas instituições responsáveis pela segurança pública, sublinhando que estes factores são determinantes para preservar a estabilidade social e económica.
A questão da segurança voltou a ocupar lugar central na agenda da Conferência Anual do Sector Privado por ser uma das principais preocupações do empresariado moçambicano. Ao longo da última década, diversos empresários foram vítimas de raptos, sobretudo nas cidades de Maputo e Matola, situação que levou várias empresas a reforçar investimentos em segurança privada, alterar rotinas operacionais e, em alguns casos, reconsiderar planos de expansão.
Para analistas económicos, a redução deste tipo de criminalidade constitui um factor relevante para melhorar a competitividade do país e fortalecer a confiança dos investidores. Um ambiente empresarial previsível depende não apenas da estabilidade macroeconómica e de reformas regulatórias, mas também da capacidade do Estado em garantir a protecção das pessoas e do património.
A CASP 2026 decorre sob o lema "Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente" e reúne representantes do Governo, do sector privado e parceiros internacionais para discutir reformas económicas, atracção de investimento, industrialização e melhoria do ambiente de negócios. Entre os temas debatidos destacam-se igualmente a simplificação administrativa, o acesso ao financiamento, a competitividade empresarial e a criação de empre





