No mundo dos carros elétricos, é preciso ser diferente. É preciso oferecer soluções fora daquilo que é considerado normal. Mas nem sempre a coisa corre bem. A vítima mais recente desta forma de fazer as coisas é a Volvo e o seu tão badalado sistema LiDAR.
Lembras-te do falatório à volta do Volvo EX90 e do ES90? A marca sueca passou meses a afirmar que a pequena “lomba” no tejadilho com tecnologia LiDAR da Luminar era o suprassumo da segurança e da condução autónoma. Mas… parece que não. A Volvo rasgou o contrato com a Luminar, deitou os planos do LiDAR no lixo e vai ter de indemnizar os clientes na Noruega em cerca de 18.000 coroas (perto de 1500 euros).

Caso não saibas, o EX90 e o ES90 já vinham a arrastar problemas graves de software e atrasos na entrega das tecnologias prometidas no lançamento. Mas este cancelamento definitivo do LiDAR é o prego final no caixão dessa narrativa. A Volvo já confirmou oficialmente que vai desativar a recolha de dados por este sistema e que as ajudas à condução destes modelos topo de gama deixam de ter qualquer base nesta tecnologia.
Para piorar o filme, a própria Luminar, a empresa que fornecia estes sensores, pediu proteção contra a falência e já ameaça processar a Volvo em tribunal. Um verdadeiro espetáculo lamentável.
A conversa oficial da marca agora é a do costume: “Não se preocupem que os carros continuam a ser super seguros, com câmaras e radares fantásticos.” Pois claro que sim.
O problema é que as pessoas pagaram por um modelo premium que prometia mais, e agora é igual aos outros todos. Aliás, aquele módulo é agora inútil, porque até para quem já o tem, vai deixar de funcionar.
Entretanto, na Noruega, onde a marca tem um peso enorme, os clientes vão receber este reembolso para compensar a falta da funcionalidade no modelo de 2026. Resta saber como é que a Volvo vai resolver este imbróglio no resto da Europa e, claro, aqui no nosso mercado em Portugal.
Fonte: Zero Zero


