Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, em declarações na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, após o empate (2-2) na receção ao Sp. Braga. O técnico destaca a capacidade da sua equipa para se bater com um adversário como o Sp. Braga.
«Pelo que trabalhámos, merecemos o empate. Não estivemos confortáveis, fomos empurrados para trás mais do que aquilo que queríamos. Conseguimos controlar quase sempre relativamente bem, mas não tivemos capacidade para pressionar como queríamos. Ficámos desconfortáveis, porque tivemos de correr muito atrás da bola. O domino da bola foi significativo, podia ter ganho, mas não foi um Braga que criasse dez oportunidades na nossa baliza. No geral, acabámos por controlar relativamente bem o Braga do ponto de vista de defender a nossa baliza. A nossa identidade diz que gostamos muito de pressionar, de roubar a bola».
«Estamos a jogar com uma equipa que é uma equipa grande, com plantel para trocar de domingo para quinta e a qualidade mantém-se, mas mostrámos sempre estar ao nível do jogo do ponto de vista da entrega, da luta, se calhar seria mais fácil começar a quebrar, há um mérito grande dos jogadores. Depois de estar em desvantagem fomos à procura, os jogadores não deram o jogo por perdido, ainda que o jogo pudesse ter caída para o lado do Braga, merecemos este ponto. Tendo em conta as incidências do jogo, é um bom resultado. O ano passado fizemos uma boa época, não roubámos pontos à equipa de cima, este ano começamos a conquistar pontos. Para o ano, se calhar, pensamos em ganhar».
«É o nosso projeto. Queremos chegar ao final de cada mercado com a melhor equipa possível, já falámos várias vezes deste projeto, acreditamos muito no potencial destes meninos. Não estamos a fazer nenhum favor a lançar um jogador de 19 anos que até chegou à nossa equipa sub-23 [Afonso Vieira]. A médio prazo o Moreirense pode ser uma equipa que lute firmemente pelos lugares cimeiros da tabela, mas ainda não somos. O que conta é a qualidade e nós aqui temos muita».
«Aquilo que leva é a forma como as coisas funcionam. Tenho jogadores que trabalham comigo diariamente e os jogos são preparado de acordo com a forma como preparamos a defesa do adversário, o ataque às fragilidades contrárias. Não fiz favor nenhum ao Afonso, ninguém me pediu para fazer nada, o que ele fez até agora é mérito dele».
Fonte: TVI






