No entanto, por trás desse reflexo de melhorias em cuidados clínicos, vigilância e atenção política, esconde-se uma realidade muito mais complexa.
Estagnação e retrocesso nas taxas de mortalidade
Entre 2018 e 2022, mais de 3,5 mil mulheres morreram por causas maternas na região. A grande maioria desses óbitos poderia ter sido evitada. Desde 2013, a queda das taxas estagnou, registrando-se até altas na Europa Oriental e do Norte.

Para fechar as lacunas de saúde entre mulheres e homens a sugestão são medidas que vão além da melhoria na entrega de cuidados de saúde
O relatório destaca que o debate sobre a saúde feminina tem sido abordado quase que somente pela lente da maternidade, ignorando que a maior parcela do sofrimento e das mortes ocorre em outras fases da vida.
Embora estejam a viver mais tempo, as mulheres passam mais anos do que os homens a conviver com doenças crônicas e incapacidades.
Peso silencioso da idade e das desigualdades
Os fatores incluem desigualdades geográficas continuando no local de residência a ditar as hipóteses de longevidade e saúde. A taxa permanece inalterada há mais de duas décadas a mulheres na Ásia Central e na Europa Oriental.
Também é ditada pelo diagnóstico oculto, no qual em mulheres com 45 anos ou mais, as mortes têm 14% mais probabilidades de serem classificadas em categorias imprecisas como "causas mal definidas", paragem cardíaca ou fragilidade.
Os diagnósticos são tardios, menor investigados e se representados em pesquisas médicas, especialmente em doenças cardiovasculares, a principal causa de morte.

OMS apela a investimentos imediatos e à implementação urgente de políticas públicas
Por fim à violência sem limites de idade afeta mulheres. Mesmo as mais velhas continuam sofrendo violência por parceiros íntimos e abusos psicológicos, embora o problema seja frequentemente subnotificado devido a estigmas e barreiras legais.
Definição mais inclusiva
Para fechar o fosso de saúde entre mulheres e homens a sugestão são medidas além da melhoria na entrega de cuidados de saúde. Há urgência de reforçar sistemas de dados que moldam a compreensão da saúde feminina ao longo de toda a vida.
Para isso é essencial que haja diagnósticos inclusivos, vigilância de saúde pública e em caso de mortalidade a emissão de certidões mais rigorosas, investigações mais profundas de mortes em idades avançadas e maior especificidade de registro.
A Organização Mundial da Saúde apela a investimentos imediatos e à implementação urgente de políticas públicas para integrar o combate à violência contra as mulheres nas políticas nacionais de saúde e garantir ambientes de apoio.
As ações visam assegurar a disponibilidade de serviços essenciais, incluindo cuidados pós-agressão, remover barreiras para que as sobreviventes tenham acesso a cuidados de saúde de alta qualidade e mecanismos de qualidade e responsabilização.
Fonte: ONU






