Quando a Black Bulls contratou um guarda-redes da categoria de José Guirrugo, estava claro que não iria manter o outro internacional, Ernan Siluane, que acabou o “vendendo” para o mercado ruandês, através do APR FC. Ainda com Siluane no seio dos “touros”, Guirrugo foi solicitado para estar entre os postes, e não decepcionou. Como já tinha acontecido na passagem pelo Ferroviário de Maputo, Guirrugo mostrou que era preciso recuperar o tempo perdido, sobretudo quando esteve vinculado à União Desportiva do Songo.
Como corolário da sua postura e acumulada experiência, na presente temporada, como titular indiscutível no Moçambola-2026, José Guirrugo tem sabido orientar os seus pares da defesa e sempre que é chamado a intervir fá-lo com precisão, evitando que a sua baliza seja violada muitas vezes. Na primeira volta, recém-terminada, o novo “keeper” dos “touros” sofreu quatro golos, esperando-se que seja determinante em defesa dos interesses da sua colectividade em provas domésticas, como quando chegar a fase de representar Moçambique nas Afrotaças, concretamente na Taça CAF.
O RENASCIMENTO
DE VICTOR GUAMBE
À semelhança de Guirrugo, Victor Guambe renasceu, mas foi preciso mudar de ares. Deixou o Costa do Sol, clube que o formou, para abraçar o projecto do Ferroviário de Maputo. Tudo parecia perspectivar-se um mar de dificuldades, mas o guarda-redes, que já tinha sido titular várias vezes na baliza dos “Mambas”, tem demonstrado que “valeu a pena bater à porta de outro quintal” para se reerguer.
A equipa técnica do Ferroviário de Maputo, que era chefiada por Carlos Manuel, apostou no reforço para o número um da baliza e, apesar do momento menos bom da equipa, Victor Guambe tem estado bem, evitando o que pode, sofrendo sete golos na prova máxima do futebol nacional, em 13 partidas.
Fonte: Jornaldesafio







